O bitcoin operava em alta nesta quinta-feira (1º), recuperando parte das perdas recentes e permanecendo na faixa dos US$ 84 mil. Às 17h16 (em Brasília), a criptomoeda avançava 1,39%, para US$ 84.782,02, enquanto o ethereum subia 1,01%, a US$ 2.702,33, conforme os dados da plataforma Binance.
A alta ocorre em um ambiente de cautela no exterior, marcado pelos rendimentos dos Treasuries nas máximas em décadas. Esse cenário limita uma valorização maior do bitcoin, que também aguarda novos estímulos específicos do mercado de criptomoedas.
Pressão externa e níveis de preço
Lacie Zhang, da Bitget Wallet, afirmou que os ETFs de bitcoin registraram a primeira saída líquida de capital desde meados de setembro. Segundo ela, outubro costuma apresentar desempenho positivo tanto nos fluxos desses fundos quanto na procura de investidores de varejo.
“O retorno mediano do bitcoin em outubro tem ficado historicamente na faixa de 11% a 14%”, disse Zhang. Ela ressaltou, porém, que o comportamento sazonal não é suficiente, sozinho, para formar uma tese de investimento.
A analista apontou juros elevados, preços do petróleo e pressão inflacionária renovada como fatores que podem continuar pesando sobre o ativo. Na avaliação dela, o suporte está em US$ 82.000, enquanto a resistência fica em US$ 87.500.
Nova projeção do Citi
O Citi elevou de US$ 82.000 para US$ 113.000 a meta de preço do bitcoin para os próximos 12 meses. A revisão considera o temor de que déficits governamentais elevados reduzam o valor das moedas fiduciárias, além da busca por maior clareza regulatória.
Para os analistas do banco, o fracasso do Clarity Act, que previa a criação de normas pelas agências reguladoras, contribuiu para a recuperação das criptomoedas até níveis técnicos. O Citi também estima que os aportes em ETFs de bitcoin devem permanecer relativamente estáveis e consistentes à medida que investidores adicionam o ativo aos seus portfólios.



