O bitcoin voltou a operar em alta depois de se aproximar dos US$ 75 mil em meio à elevação dos juros pelo Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, e à falta de avanços regulatórios no país. O cenário, porém, continua limitando uma recuperação mais rápida da criptomoeda.
Nesta quinta-feira (17), por volta das 17h10 (em Brasília), o bitcoin subia 0,57% e era negociado a US$ 76.634,00, conforme a plataforma Binance. O ethereum avançava 1,69%, cotado a US$ 2.452,64.
Saídas de ETFs
A recuperação ocorreu mesmo com os ETFs à vista de Bitcoin nos EUA registrando US$ 295,9 milhões em saídas líquidas no dia anterior. Na semana, as retiradas somavam cerca de US$ 586,2 milhões. A semana anterior havia terminado com saldo negativo de US$ 462,7 milhões.
Para Pedro Fontes, analista de research do Mercado Bitcoin, a região dos US$ 75 mil atraiu compradores depois que o bitcoin ameaçou perder esse nível após a decisão do Fed e a fala do presidente Kevin Warsh ao mercado. “A reação chama atenção porque aconteceu mesmo em um ambiente pouco favorável”, afirmou.
Fontes também avaliou que a defesa dos US$ 75 mil diminui, por enquanto, o risco de uma correção até a média móvel de 200 dias, próxima dos US$ 70 mil. Ao mesmo tempo, os juros americanos mais altos e a continuidade das saídas dos ETFs dificultam uma recuperação mais acelerada.
A reversão dos fluxos ocorre depois de os ETFs terem ajudado a levar o bitcoin à região dos US$ 82 mil semanas atrás. Entre os fatores citados pelo analista estão os juros mais altos, o petróleo elevado, a tensão no Oriente Médio e a frustração com o Clarity Act, projeto de lei voltado à regulamentação dos criptoativos nos EUA.


