HAVANA — A crise energética que Cuba enfrenta desde janeiro de 2026 recoloca a trajetória política e econômica da ilha entre os assuntos que podem aparecer no vestibular. O bloqueio mantido pelo governo dos Estados Unidos dificulta a chegada de combustível e ocorre em meio a apagões de até 40 horas seguidas, falta de água, problemas no transporte e escassez de remédios e alimentos.
A situação atual se conecta a acontecimentos cobrados em ciências humanas e suas tecnologias. Entre eles estão a Revolução Cubana, a aproximação com a União Soviética, o alinhamento ao bloco socialista e a relação conflituosa com os Estados Unidos.
Da revolução à dependência soviética
Em 1959, a Revolução liderada por Fidel Castro derrubou o ditador Fulgencio Batista. Depois, o governo cubano nacionalizou empresas privadas nacionais e estrangeiras, rompeu relações com os Estados Unidos e se aproximou da União Soviética. O país passou a contar com bilhões de dólares em ajuda soviética para sustentar sua economia.
Esse modelo foi abalado com o fim da URSS, no início dos anos 1990. O comércio exterior cubano encolheu drasticamente, e Fidel Castro precisou permitir concessões pontuais na economia.
Embargo e crise contemporânea
Outro tema associado à história de Cuba é o embargo dos Estados Unidos, iniciado em 1962 e nunca interrompido. Os vestibulares também podem abordar as tentativas recentes de reforma interna e os efeitos atuais da crise na ilha.
Em entrevista realizada em Havana, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel afirmou que os Estados Unidos promovem um “genocídio silencioso” contra o povo cubano. A declaração foi acompanhada de relatos sobre o aumento de mais do dobro na mortalidade infantil e sobre milhares de pacientes sem acesso a tratamentos por falta de remédios e energia.
A sequência histórica permite relacionar a Revolução de 1959, a Guerra Fria, a dependência econômica da URSS e os impasses contemporâneos vividos por Cuba.



