A aritmética é o conteúdo mais frequente na prova de matemática do Enem, com 17,7% das questões, conforme levantamento do Grupo Educacional Farias Brito com exames aplicados de 2009 a 2025. A avaliação de 2026 terá 45 questões de matemática.
Na sequência aparecem razão, proporção e escala, com 13,6%; funções, equações, inequações e gráficos, com 12,1%; estatística e geometria espacial, com 10,8% cada; geometria plana, com 9,6%; e porcentagem e matemática financeira, com 9,4%.
Revisão da base e interpretação
A orientação dos professores é retomar operações, frações, números decimais, razão, proporção, regra de três e porcentagem antes de avançar para assuntos mais complexos. Esses conhecimentos são usados na resolução de diferentes tipos de questão.
Para Alexandre Moura, professor de matemática do Farias Brito, a presença da aritmética está relacionada ao perfil da prova, que apresenta situações do cotidiano e problemas práticos. Monique Covi, professora de matemática do Cursinho da Poli, afirma que a matemática básica não deve ser vista como um conteúdo secundário, pois sustenta cálculos e conceitos diversos.
As questões costumam combinar conteúdos e exigir a identificação do conceito matemático envolvido em uma situação. Em funções, por exemplo, podem aparecer problemas sobre custo fixo, custo variável e lucro máximo ou mínimo. Por isso, a leitura dos enunciados é parte da preparação.
Gráficos e tabelas também merecem atenção, especialmente em estatística. A recomendação é praticar a interpretação desses recursos, além da leitura de textos. Na geometria, o estudo pode priorizar áreas em geometria plana e volumes em geometria espacial, incluindo prismas, pirâmides, esferas, cilindros e cones.
Exercícios e análise dos erros
Com a proximidade do exame, previsto para novembro, os professores recomendam resolver questões de edições anteriores do próprio Enem. Esse treino ajuda a reconhecer modelos de raciocínio e diferentes formas de apresentação dos problemas.
Depois de cada exercício, é importante analisar os erros. A sugestão é voltar às questões erradas e verificar se a dificuldade estava no conteúdo, no conceito ou em conhecimentos básicos. Uma das estratégias é manter um registro das questões que causaram problema e refazer exercícios semelhantes.
Para estudantes que buscam notas mais altas em cursos concorridos, a base continua sendo prioridade. Depois de garantir o domínio das questões fáceis e médias, pode ser necessário avançar para combinatória, probabilidade e temas de geometria mais difíceis. A recomendação é não comprometer o desempenho nas questões mais acessíveis em busca dos itens complexos.
Estratégia durante a prova
A preparação também envolve administrar o tempo. Uma orientação é fazer uma leitura inicial para localizar questões mais acessíveis, muitas vezes identificadas por textos mais curtos, gráficos, tabelas ou imagens.
O estudante pode resolver primeiro as questões fáceis, passar depois às de nível médio e deixar as mais difíceis para o fim. A prática dessa estratégia junto com a resolução de provas anteriores ajuda a organizar a tomada de decisão durante o exame.



