SÃO PAULO — Arrascaeta ficará fora das duas semifinais da Libertadores pelo Flamengo após passar por cirurgia no punho esquerdo. O procedimento foi realizado nesta manhã, no Rio de Janeiro, e incluiu a colocação de uma placa metálica com parafusos para unir os ossos fraturados.
A lesão ocorreu na partida do Uruguai contra a Coreia do Sul, na segunda-feira. Os médicos do Flamengo informaram ao técnico Leonardo Jardim que a recuperação óssea deve levar pelo menos dois meses. As semifinais estão marcadas para os dias 15 e 22.
O meia, de 32 anos, será imobilizado do punho até a axila, o que impede sua movimentação em campo. A comissão técnica prepara Paquetá para ocupar a posição. Carrascal e De la Cruz são alternativas para o meio-campo.
Retorno desejado
A expectativa do Flamengo é contar com Arrascaeta em uma eventual final da Libertadores, no dia 28 de novembro. O jogador também não deverá atuar no Brasileiro contra Santos, Fluminense, os dois jogos diante do Estudiantes, Bahia, Atlético-MG, Vasco, Grêmio e Athletico Paranaense.
A partida contra o Palmeiras, em São Paulo, no dia 22 de novembro, é tratada como uma possibilidade de retorno. Um médico de um clube grande, consultado sobre o caso, classificou essa hipótese como um “pequeno milagre”. O ortopedista afirmou que a operação é simples, mas que a recuperação é delicada para um jogador de futebol.
O departamento médico alertou Jardim que uma volta antecipada pode complicar a situação do atleta. Arrascaeta precisará estar com os ossos solidificados para suportar choques e quedas e evitar que a placa metálica se solte dentro do pulso. Caso não esteja 100% recuperado, será preservado para uma eventual final da Libertadores.
A situação provoca preocupação na Gávea. A direção também está revoltada com a obrigação de ceder jogadores às seleções nas datas-Fifa, mas o texto não detalha outras medidas sobre o caso.



