Fábio completou 46 anos como titular do Fluminense, que está nas semifinais da Libertadores. No Brasileirão, o goleiro soma 99 defesas em 28 partidas, a segunda maior marca da competição. Ele também voltou a ser decisivo nas fases eliminatórias do torneio continental.
Apesar da longa trajetória em alto nível, Fábio nunca disputou uma partida pela seleção brasileira principal. O goleiro foi convocado em diferentes momentos, mas não entrou em campo ou acabou cortado antes dos jogos.
Convocações e ausência em campo
A primeira chance veio em 2003, quando Carlos Alberto Parreira o levou para a Copa das Confederações, ao lado de Dida e Júlio César. No ano seguinte, Fábio integrou o grupo campeão da Copa América. Júlio César atuou em todas as partidas, enquanto o goleiro permaneceu como reserva.
Em maio de 2011, Fábio foi chamado por Mano Menezes para amistosos contra Holanda e Romênia. Também esteve relacionado para compromissos contra Gana e no Superclássico das Américas. A última convocação ocorreu em setembro daquele ano, para o confronto com a Argentina. Uma pancada na cabeça durante uma partida do Cruzeiro contra o Fluminense provocou o corte, e Victor ocupou seu lugar.
Desde então, Fábio não voltou a ser convocado. Já no Fluminense, ele resumiu a falta de explicações sobre o caso: “Nunca tivemos uma explicação”.
Boas fases e concorrência
A discussão sobre uma vaga começou a ganhar força em 2010. O Cruzeiro foi vice-campeão brasileiro, e Fábio recebeu da CBF o prêmio de melhor goleiro do torneio, com 57 defesas difíceis e dois pênaltis defendidos. Mesmo assim, Dunga levou Júlio César, Gomes e Doni para a Copa do Mundo da África do Sul.
Em 2013, Fábio conquistou o Campeonato Brasileiro pelo Cruzeiro, foi novamente escolhido pela CBF como o melhor da posição e recebeu a Bola de Prata. Para a Copa do Mundo de 2014, Luiz Felipe Scolari manteve a preferência por Júlio César, Jefferson e Victor. O goleiro não foi incluído.
O Cruzeiro voltou a ganhar o Brasileirão em 2014. Três anos depois, Fábio teve papel central na conquista da Copa do Brasil. Na semifinal contra o Grêmio, defendeu o pênalti cobrado por Luan; na decisão diante do Flamengo, impediu a cobrança de Diego.
Naquele período, Alisson e Ederson passaram a ganhar espaço na seleção, enquanto Cássio, Weverton e Diego Alves também eram observados. Tite reconheceu a fase do goleiro, mas não o convocou. Para a Copa da Rússia, em 2018, a lista teve Alisson, Ederson e Cássio. Taffarel explicou a ausência dizendo: “Tinham goleiros mais preparados no momento”.
O cenário atual
Em 2023, Fábio foi campeão da Libertadores pelo Fluminense aos 43 anos. Fernando Diniz, que comandava o clube e também era treinador interino da seleção, convocou Ederson, Alisson e Lucas Perri. Após o corte de Ederson, Bento foi chamado, mas Fábio ficou novamente fora.
O goleiro ainda se destacou pelo Fluminense no Mundial de Clubes de 2025, foi indicado ao The Best da Fifa e, em 2026, recebeu o prêmio de craque do Campeonato Carioca. Na atual Libertadores, ajudou o time a avançar contra o Independiente Rivadavia nos pênaltis e fez defesas importantes diante do Platense.
A comissão de Carlo Ancelotti deixou Alisson, Ederson e Weverton fora da primeira convocação do novo ciclo e chamou Hugo Souza, Otávio e Pedro Morisco. Hugo sofreu críticas por sua atuação no empate por 1 a 1 com a Austrália, enquanto Otávio teve problemas na estreia contra o mesmo adversário.
Ancelotti indicou que a etapa inicial do ciclo também servirá para observar jogadores com perspectiva para a Copa América de 2028 e, principalmente, para a Copa do Mundo de 2030. Nesse contexto, a idade torna improvável uma convocação de Fábio, embora a carreira e o desempenho atual mantenham aberta a discussão sobre as oportunidades que ele poderia ter recebido na seleção.



