Gianni Infantino confirmou neste domingo (6) que será candidato à reeleição para a presidência da Fifa no próximo ano. A confirmação foi feita por um porta-voz da entidade, em meio à oposição de confederações ao estilo de gestão do dirigente.
A principal crítica envolve um plano para administrar as receitas da Copa do Mundo por meio de uma empresa aberta a investidores privados. A proposta foi apresentada sem consulta aos demais membros da Fifa e acabou abandonada por Infantino, mas as contestações continuaram.
Oposição e apoios
Algumas das principais federações europeias retiraram o apoio ao presidente para a eleição de março de 2027. No fim de agosto, a Itália se juntou a Suécia, Escócia e Nova Zelândia, entre outras federações que se manifestaram contra Infantino. Grupos de torcedores, ex-jogadores e Sandor Csanyi, um dos vice-presidentes do Conselho da Fifa, também se opuseram ao dirigente.
A Uefa classificou o plano de “gestão desleal” e chegou a ameaçar um boicote às competições da Fifa, incluindo as Copas do Mundo masculina e feminina. A ameaça foi retirada no fim de agosto, mas a confederação manteve a intenção de impedir a continuidade de Infantino no cargo.
No início de agosto, Uefa, Concacaf e AFC enviaram uma carta conjunta à família do futebol para desautorizar o presidente da Fifa. Infantino, por outro lado, recebeu apoio unânime da CAF, de parte da Conmebol e de outras federações, ex-jogadores e autoridades políticas, como Donald Trump. No início de setembro, a Fifa acusou a Uefa de promover uma “campanha de difamação” e uma “expedição de pesca”.
Infantino é, até agora, o único candidato declarado para a votação. Ele precisa de maioria simples entre as 211 federações filiadas à Fifa. Seu mandato começou em 2016 e foi renovado em 2023.
Victor Montagliani, presidente da Concacaf e vice-presidente da Fifa, é apontado como o nome mais provável para enfrentá-lo. Aleksander Ceferin, presidente da Uefa, descartou sua candidatura. Os interessados devem se apresentar antes de 18 de novembro.
Se for reeleito para um quarto e último mandato, Infantino permanecerá à frente do futebol mundial até 2031. Ele está na Polônia para acompanhar o Mundial Sub-20 feminino e não respondeu a perguntas sobre seu futuro no sábado.



