O Palmeiras investiu R$ 1,3 bilhão em 43 reforços desde 2020 e tem a segunda maior folha salarial da América do Sul, de R$ 42 milhões mensais. Mesmo com esse nível de investimento, a equipe não conquista um dos principais torneios desde 2023, cenário que ampliou a cobrança sobre Abel Ferreira.
A última conquista do Brasileirão ocorreu em 2023. Na Libertadores, o título mais recente foi em 2021; na Copa do Brasil, em 2020. A sequência pesa ainda mais porque o Flamengo levantou seis taças no intervalo em que o Palmeiras ganhou apenas um dos nove campeonatos disputados.
O clube paulista venceu o Paulistão de 2024 e depois ficou sem troféus em oito competições seguidas: Libertadores de 2024 e 2025, Brasileirão de 2024 e 2025, Copa do Brasil de 2024 e 2025, Paulista de 2025 e Mundial de 2025. A única exceção nesse período foi outro Paulistão, conquistado neste ano.
O Palmeiras ainda está na disputa de três torneios. É vice-líder no Brasileirão, chegou à semifinal da Copa do Brasil e alcançou as quartas de final da Libertadores. A avaliação de parte da torcida, porém, é que os resultados e o desempenho do time não correspondem ao custo do elenco. Por isso, esse grupo defende a saída do técnico ao fim da temporada.
A pressão aumentou depois de uma declaração feita por Abel no último domingo (6), em meio às críticas pelas atuações recentes. “Aproveitem e desfrutem, que nunca num espaço de tempo tão curto o Palmeiras festejou tanto como nesses últimos quatro, cinco anos”, afirmou o treinador ao falar com a torcida.
O contrato de Abel Ferreira termina em dezembro de 2027, junto com o mandato de Leila Pereira. Se o Palmeiras não conquistar nenhum dos três campeonatos que ainda disputa, a cobrança sobre o técnico deverá crescer ainda mais.



