SÃO PAULO — Tite foi contratado pelo Botafogo em um movimento apoiado pelo empresário mexicano Gabriel de Alba, dono da GDA Luma, empresa que assumiu a SAF de John Textor. O treinador terá contrato até dezembro de 2028, com salário de R$ 2 milhões.
A chegada de Tite não provocou a repercussão esperada pelos dirigentes. Dentro do clube, ele também não é unanimidade. Conselheiros questionam os trabalhos recentes do técnico no Flamengo e no Cruzeiro, além dos resultados à frente da Seleção Brasileira.
Passagem pela Seleção
Tite comandou a Seleção por seis anos e esteve em duas Copas do Mundo. Nesse período, conquistou a Copa América de 2019, disputada no Brasil. A equipe também perdeu a final da Copa América de 2021 para a Argentina, no Maracanã, e foi eliminada nas quartas de final das Copas do Mundo contra Bélgica e Croácia.
Depois da Copa do Catar, o treinador esperava receber uma proposta de um grande clube europeu, mas não teve convite oficial. Após deixar a Seleção, foi demitido do Flamengo. Em abril de 2025, quando se preparava para assumir o Corinthians, teve uma crise de pânico. Depois, dirigiu o Cruzeiro por menos de três meses.
No clube mineiro, Tite voltou a ser alvo de críticas. O trabalho foi considerado fraco, e sua postura mais passiva no banco chamou atenção. Também houve questionamentos sobre a influência de seu filho Matheus, apontado como alguém que teria adquirido poder no comando da equipe. Os dois protagonizaram uma discussão pública durante um jogo contra o América Mineiro.
Estreia e pressão
A estreia de Tite e Matheus pelo Botafogo será no domingo, contra o Mirassol, no interior de São Paulo. A direção do clube estabeleceu como exigência a conquista de uma vaga na Libertadores de 2027.
O contrato prevê multa pesada em caso de demissão. A situação do treinador pode mudar se John Textor vencer a disputa judicial para reassumir a SAF do Botafogo. De Alba é apontado como o principal apoiador da contratação.



