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Homem é condenado no Rio por golpes contra mulheres em apps de namoro

Caio Henrique da Silva Camossatto recebeu pena de 6 anos, 2 meses e 20 dias e deverá pagar R$ 20 mil por danos morais.

Homem é condenado no Rio por golpes contra mulheres em apps de namoro
Foto: Reprodução/Instagram

Caio Henrique da Silva Camossatto foi condenado a 6 anos, 2 meses e 20 dias de prisão por estelionato contra uma mulher que conheceu em aplicativo de namoro. A decisão também determinou o pagamento de 61 dias-multa e de R$ 20 mil por danos morais à vítima.

A condenação foi mantida pelo 2º Juizado de Violência Doméstica do Rio de Janeiro, após recurso da defesa. O processo transitou em julgado no dia 21 de setembro, conforme informou o advogado Arthur Emerich, que representa a vítima e outras duas mulheres que acusam Caio de crimes semelhantes.

A mulher afirmou ter sofrido prejuízo de mais de R$ 400 mil durante um relacionamento de aproximadamente 3 meses. Em outro relato incluído nas investigações, uma vítima disse ter transferido R$ 427 mil para contas indicadas por Caio entre abril e maio de 2022. Segundo ela, o dinheiro teria sido solicitado para ajudar na manutenção de uma fazenda em Goiás.

Como funcionavam os golpes

De acordo com as investigações da Polícia Civil, em alguns casos Caio usava o nome de “Caio Andrade” nos aplicativos e dizia ser um fazendeiro bem-sucedido de Minas Gerais, além de alegar parentesco com o bicheiro Rogério Andrade. Com o avanço dos relacionamentos, afirmava que sua conta bancária havia sido bloqueada pela Receita Federal e pedia ajuda para pagar despesas e fazer transferências.

Em outra investigação, ele teria dito a uma mulher que era espírita e que sofria os efeitos de um “trabalho” espiritual. Para ajudá-lo, ela entregou um cordão avaliado em R$ 1,5 mil, que não foi devolvido. No momento da prisão, segundo o depoimento do policial responsável pela abordagem, Caio ainda tentou convencê-lo a comprar um imóvel.

Caio foi preso em São Paulo em 2024, por força de um mandado expedido pela Justiça do Rio de Janeiro. Ele está detido desde 2024, e há outras investigações em andamento nos dois estados.

No Rio, ele é investigado por estelionato e apropriação indébita pela 41ª DP (Tanque), além de dois inquéritos na 34ª DP (Bangu) por estelionato amoroso. O Ministério Público acompanha os casos por meio da 3ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal de Bangu e Campo Grande e da 2ª Promotoria de Investigação Penal de Violência Doméstica de Jacarepaguá.

O processo tramita em segredo de Justiça. A defesa de Caio informou que não irá se pronunciar. As vítimas não deram entrevistas, mas, segundo Arthur Emerich, consideram importante que os casos sejam conhecidos e que outras pessoas procurem as autoridades.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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