RIO DE JANEIRO — Um acordo firmado pelo governo do estado, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pela Coppe/UFRJ vai analisar a expansão do metrô do Rio de Janeiro. O documento foi assinado nesta quinta-feira (25) e também prevê estudos sobre a integração entre os novos trechos.
As análises vão considerar três projetos: levar a Linha 2 do Estácio até a Praça XV; estender a Linha 4 da Barra da Tijuca ao Recreio dos Bandeirantes; e criar a Linha 3, conectando a capital a Niterói e São Gonçalo.
Ainda não há decisão sobre obras. Os estudos deverão avaliar a demanda de passageiros, a integração entre as linhas e os traçados mais adequados para cada trecho. Também será considerada a evolução das técnicas de engenharia desde os primeiros projetos.
Uma das alternativas para a Linha 3 é um túnel subaquático entre o Aeroporto Santos Dumont, na região central do Rio, e o bairro Gragoatá, em Niterói.
A extensão até a Praça XV é discutida há quase 50 anos. Uma obra chegou a começar na década de 1980, mas foi interrompida. A ampliação da Linha 4 é debatida há pelo menos uma década. Já a ligação metroviária entre Rio e Niterói aparece em planos desde 1968.
“Desde que esses estudos começaram a acontecer, a engenharia tem evoluído”, afirmou a secretária estadual de Transportes, Priscila Sakalem. Segundo a Secretaria Estadual de Transportes, os projetos antigos precisam ser reavaliados à luz das técnicas atuais.
Financiamento e prazo
O BNDES vai custear inicialmente os estudos, contratar consultorias e antecipar as despesas. O ressarcimento poderá ser feito depois, conforme o modelo escolhido para as obras. Se a execução ocorrer como obra pública, o acordo de pagamento será firmado com o estado. Em caso de parceria público-privada, o banco poderá ser ressarcido pelo vencedor de uma futura licitação.
A Coppe/UFRJ já conduz estudos sobre a expansão do metrô, com previsão inicial de conclusão para o fim de 2027. A intenção do novo acordo é integrar esse trabalho às análises dos demais trechos e avaliar a movimentação de passageiros na Região Metropolitana do Rio.
Não existe previsão para o começo das obras. O governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, disse que a agenda deverá ser discutida com o governador eleito nas eleições deste ano, que tomará posse em 6 de janeiro. “A nossa ideia é esperar a eleição e, de forma ética e responsável, conversar com o governador eleito para já viabilizarmos o início dessa agenda”, afirmou.



