SÃO PAULO — Movimentos populares realizaram nesta segunda-feira (7) a 32ª edição do Grito dos Excluídos e das Excluídas no Centro de São Paulo. A programação começou com a distribuição de um café da manhã para pessoas em situação de rua, na Praça da Sé, e terminou com uma missa na Catedral da Sé, às 12h.
Mesmo sob chuva fina e com os termômetros marcando cerca de 12°C, participantes formaram fila para receber pão, café, leite, banana e mexerica. Os alimentos foram reunidos com doações e recursos arrecadados pelos organizadores. Parte das frutas foi doada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra.
Paulo Pedrini, coordenador da Pastoral Operária, afirmou que a escolha da Praça da Sé teve significado simbólico. “A Praça da Sé é símbolo de luta pela democracia e pelos direitos humanos”, disse.
Caminhada e reivindicações
Depois do café, o ato político-cultural teve apresentações musicais e falas de representantes de movimentos populares, pastorais e organizações sociais. Os discursos abordaram a defesa da moradia, dos direitos trabalhistas, da democracia, do combate à violência contra as mulheres e da redução das desigualdades sociais.
Às 10h, os manifestantes iniciaram uma caminhada pelo Centro. O percurso passou pelo Pateo do Collegio, pela Rua Boa Vista, pelo Largo São Bento e pela Rua Líbero Badaró, com encerramento no Largo São Francisco.
A mobilização foi criada em 1995 como contraponto às celebrações oficiais de 7 de Setembro e é realizada anualmente no Dia da Independência. Neste ano, o lema foi “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”, com o tema permanente “Vida em Primeiro Lugar!”.
A analista financeira Helen Brito participou para defender políticas de habitação. Arthur Melo, diretor da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, também citou a defesa da democracia, da soberania nacional e dos investimentos em ciência e tecnologia.



