RIO DE JANEIRO — Cinco pessoas foram indiciadas por homicídio triplamente qualificado no caso da morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Entre os suspeitos está Wellington Luiz Santos de Souza, considerado foragido. A Polícia Civil concluiu o inquérito na noite de segunda-feira (7), sob responsabilidade do delegado Angelo Lage, da 12ª DP (Copacabana).
A investigação identificou 13 envolvidos no episódio. Quatro pessoas foram presas: dois entregadores de aplicativo e dois seguranças. Um dos seguranças presos é Davi dos Santos Machado, apontado como responsável por golpes com um bastão de madeira. Os demais indiciados responderão em liberdade.
Imagens e indiciamentos
A polícia analisou mais de 12 horas de imagens. Segundo as investigações, Cláudio foi cercado por seguranças particulares e agredido durante cerca de nove minutos, com socos, chutes e dezenas de golpes com um objeto de madeira. Ele não reagiu.
O ciclista havia parado diante de uma loja de brinquedos e de uma farmácia na Rua Barata Ribeiro enquanto estava com a bicicleta da irmã. Ele foi acusado injustamente de furto e morreu no dia 12 de agosto. O Corpo de Bombeiros o levou ao Hospital Municipal Miguel Couto, mas ele não resistiu aos ferimentos. Cláudio sofreu traumatismo cranioencefálico, hemorragia interna e rompimento de órgãos.
Além dos cinco indiciados pelo homicídio, um ciclista que aparece nas imagens foi responsabilizado por omissão de socorro. Uma jovem foi indiciada por lesão corporal por entregar o bastão a um dos agressores. Outros envolvidos foram indiciados por exercício ilegal de profissão.
De acordo com o delegado Angelo Lage, o quinto envolvido identificado nas imagens saiu de um carro, chutou a cabeça da vítima e continua foragido. Em 27 de agosto, o Disque Denúncia divulgou um cartaz com pedido de informações sobre Wellington Luiz Santos de Souza.
A polícia também apura a atuação de comerciantes da região, suspeitos de financiar um esquema irregular de segurança privada em Copacabana. O inquérito será encaminhado ao Ministério Público, que vai analisar as acusações e decidir sobre eventual denúncia à Justiça.


