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Órgãos de motociclista baleado em abordagem são captados em Niterói

Danilo Jander Francisco Alves morreu após ser atingido na cabeça; policial responsável pelo disparo foi preso em flagrante.

Órgãos de motociclista baleado em abordagem são captados em Niterói
Foto: Reprodução/TV Globo

Os órgãos de Danilo Jander Francisco Alves foram captados nesta quarta-feira (16) pelo RJ Transplantes, após a morte cerebral do motociclista baleado durante uma abordagem policial em Niterói. A informação foi divulgada pela Secretaria Estadual de Saúde.

Foram retirados coração, fígado, pâncreas, rins e tecidos. Danilo morreu na terça-feira (15), depois de ser atingido na cabeça durante uma ação de agentes do Segurança Presente na Rua Mariz e Barros, em Icaraí, no sábado (12).

A mãe de Danilo, Débora Maciel Francisco, afirmou que o filho dizia querer ajudar outras pessoas caso morresse. Funcionários do Hospital Azevedo Lima, também em Niterói, aplaudiram a decisão da família.

Versões sobre o disparo

O policial que efetuou o tiro foi preso em flagrante e levado para uma unidade prisional da corporação. A Corregedoria acompanha o caso, segundo a Assessoria de Imprensa do Segurança Presente.

Em depoimento, um dos agentes disse que fazia patrulhamento com um colega quando os dois viram Danilo em uma motocicleta. Segundo ele, o motociclista passou pelo sinal vermelho, trafegava em alta velocidade e chegou a empinar a moto. Os policiais o seguiram até que o trânsito provocasse uma parada.

O agente relatou ainda que usou spray de pimenta e viu Danilo levar a mão à cintura. Depois, sacou a arma e, ao descer da motocicleta, houve um disparo. O policial afirmou que o tiro foi involuntário e atingiu o motociclista na cabeça.

Uma testemunha apresentou uma versão diferente. Ela disse que os policiais cercaram a moto, que Danilo parou e levantou as mãos. Segundo o relato, um dos agentes usou spray de pimenta e, quase imediatamente, o outro atirou. A testemunha afirmou não ter percebido atitude suspeita antes da abordagem.

Após o disparo, os policiais revistaram Danilo e, conforme o depoimento de um dos agentes, nenhum objeto ilícito foi encontrado. Pessoas que estavam no local disseram que ele trabalhava como entregador de aplicativo.

A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí informou que ouviu testemunhas e analisou imagens de câmeras de segurança. As investigações continuam para apurar os fatos.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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