O pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Missão, Renan Santos, classificou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como criminoso e questionou a influência do bolsonarismo sobre a direita brasileira. As declarações foram dadas em entrevista ao MyNews.
Renan afirmou que Flávio não teria condições de derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e disse que o senador nunca demonstrou interesse em construir uma candidatura própria. “Flávio nunca quis ser presidente. Flávio sempre esteve lá em Brasília para fazer negócios”, declarou.
O fundador do Missão também criticou o Partido Novo, que classificou como uma legenda de centro. Para ele, o partido não apresenta uma visão clara sobre educação nem um projeto de país e teria se aproximado do bolsonarismo depois de surgir como uma alternativa política.
Renan ainda questionou a postura do Novo diante do envolvimento de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro, descrito no texto como ex-banqueiro preso por fraudes. Segundo o pré-candidato, o partido evita comentar nomes ligados ao entorno do bolsonarismo que estejam envolvidos em suspeitas de corrupção.
Disputa presidencial e propostas
Renan rejeitou a ideia de se apresentar como representante de uma terceira via. Na avaliação dele, candidaturas que adotam essa posição acabam ocupando um papel secundário. O pré-candidato afirmou que pretende ser uma alternativa direta aos grupos liderados por Lula e Jair Bolsonaro.
Sobre a escolha de Aroldo Medina para a pré-candidatura à vice-presidência, Renan disse ter buscado um perfil complementar ao seu. Ele também minimizou as críticas relacionadas à pouca projeção nacional do vice e afirmou que a visibilidade principal deve ser a do candidato à Presidência.
Na economia, Renan defendeu mudanças na Previdência, a revisão de benefícios fiscais, alterações no funcionalismo público e o fim de mecanismos que elevam automaticamente determinadas despesas do governo.
Para a educação, propôs o fim da progressão continuada e a criação de incentivos por desempenho escolar. Na segurança pública, falou em reformar o modelo de inquérito policial, endurecer penas, ampliar a integração tecnológica entre os órgãos e alterar a estrutura das carreiras policiais.
Na política externa, o pré-candidato defendeu uma postura pragmática do Brasil na disputa entre Estados Unidos e China. Também afirmou que as reservas brasileiras de terras raras podem ampliar o poder de negociação do país e atrair investimentos internacionais.



