O candidato à Presidência da República Renan Santos, da Missão, anunciou Paulo Cruz como seu convidado para comandar o Ministério da Educação (MEC) em um eventual governo. O nome foi apresentado durante o Show do Bacci.
Professor, filósofo e escritor, Cruz é negro e critica a política de cotas raciais. Em entrevista publicada em 2022, ele classificou a celebração dos dez anos das cotas como uma “vitória de Pirro” e afirmou que a medida não produz ganho real para o Brasil e encobre problemas da educação básica.
Ao anunciar a escolha, Renan disse que Cruz conhece os problemas estruturais do ensino brasileiro e não recorreria, segundo o candidato, a soluções simplistas. “Paulo Cruz é uma das pessoas mais brilhantes, um homem que é professor, escritor, uma das pessoas mais inspiradoras”, afirmou.
Formação e posições sobre as cotas
Cruz, 47, é formado em filosofia e em processamento de dados. Ele também tem mestrado em ciência da religião pela Universidade Metodista de São Paulo e é professor desde 2014.
O professor defende que as políticas educacionais priorizem o ensino básico. Para ele, as desigualdades começam antes da chegada dos estudantes à universidade e não seriam resolvidas pela política de cotas. “O problema de origem, o problema real, é o ensino básico”, disse na entrevista.
Apesar das críticas ao modelo, Cruz afirmou não ser contrário ao uso das cotas por pessoas que possam se beneficiar delas. “Se existe, é para ser usado”, declarou.
Ele também disse que não se alinhava ao então governo Jair Bolsonaro nessa questão. Segundo Cruz, suas críticas às cotas não tinham necessariamente os mesmos motivos atribuídos ao governo.
O professor relatou ainda ter sido chamado de “capitão do mato” nas redes sociais por causa de suas posições sobre ações afirmativas. Ele afirmou que não se intimidava com as críticas e defendia o direito de manter posições conservadoras e discordar do pensamento predominante.



