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Política

Aécio e Manoel Carvalho defendem posições independentes no Senado

Em sabatina, candidatos ao Senado por Minas Gerais criticaram a polarização e evitaram declarar voto para a Presidência da República.

Aécio e Manoel Carvalho defendem posições independentes no Senado

Os candidatos ao Senado Aécio Neves (PSDB) e Manoel Carvalho (MDB) criticaram a polarização política durante sabatinas individuais no programa Minas Presente, realizadas nesta segunda-feira (21). Os dois também evitaram declarar apoio a um candidato à Presidência da República.

Aécio defende atuação de centro

Aécio Neves afirmou que pretende exercer um mandato de centro e negociar com o futuro governador e o futuro presidente a renegociação da dívida de Minas Gerais com a União. Ele disse que não será senador nem de Luís Inácio Lula da Silva (PT) nem de Flávio Bolsonaro (PL), mas que conversaria com qualquer um dos dois.

O candidato declarou que pretende manter autonomia no Senado, dialogando com partidos diferentes e sem aderir automaticamente a blocos governistas ou oposicionistas. Para ele, o PSDB pode voltar a ter protagonismo e atuar como “o caminho da pacificação que o País tanto precisa”.

Aécio também negou que a polarização tenha começado na disputa presidencial de 2014, contra Dilma Rousseff (PT). Ele contestou a afirmação de que teria questionado as urnas eletrônicas e o resultado da eleição, lembrando que reconheceu a vitória da petista e telefonou para parabenizá-la.

O tucano afirmou ainda que sua candidatura recebeu apoio de eleitores ligados a Marília Campos (PT) e de Domingos Sávio, que deixou o PSDB e está no PL. Sobre a dívida estadual, defendeu uma bancada de estados devedores e disse ter conversado com senadores do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Goiás e Bahia.

Questionado sobre os desgastes políticos e as investigações judiciais de sua trajetória, Aécio afirmou que foi vítima de uma injustiça e classificou o episódio como “uma grande armação política para me tirar da disputa eleitoral”.

Propostas de Manoel Carvalho

Manoel Carvalho disse que ainda não decidiu em quem votar para presidente. Ele declarou apoio ao candidato do MDB ao governo de Minas, Gabriel Azevedo, e afirmou que pretende escolher uma terceira via para a Presidência.

Entre suas propostas, o candidato citou a destinação de emendas parlamentares a municípios com menos de 10 mil habitantes. Segundo ele, a medida ajudaria prefeitos de cidades pequenas a enfrentar a falta de recursos. Manoel também defendeu mais investimentos no setor rural e uma redistribuição dos recursos públicos entre União, estados e municípios.

O emedebista propôs o uso de Parcerias Público-Privadas (PPPs) para ampliar a malha ferroviária de Minas Gerais. A ideia é transportar minério de ferro e grãos, além de fortalecer o agronegócio. Ele também defendeu investimentos na malha rodoviária e na agricultura familiar, que, segundo ele, responde por 80% dos produtos da região de Muriaé.

Manoel apoiou a renegociação da dívida estadual com a União e afirmou que as negociações não devem ser afetadas pela polarização. Ele citou a intervenção de Rodrigo Pacheco (PSB) como fundamental para a construção de um acordo.

As entrevistas com Marília Campos (PT) e Áurea Carolina (PSOL) estão previstas para esta terça-feira (22). A série de sabatinas continua na quarta (23) e na quinta-feira (24), com candidatos ao Senado por Minas Gerais nas eleições 2026.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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