ANÁPOLIS — A entrada de Domingos Paula (PDT) na campanha de Wilder Morais (PL) provocou afastamento de integrantes do partido em Anápolis. Vereadores e candidatos da legenda demonstraram incômodo com a aproximação do parlamentar, que é o principal nome da oposição ao prefeito Márcio Corrêa (PL) na Câmara Municipal.
Domingos estava na campanha de Marconi Perillo (PSDB) até a semana passada. Depois de uma articulação de Roberto Naves (Republicanos), presidente do partido em Goiás, ele mudou de apoio e passou a acompanhar Wilder. A movimentação é tratada como um afastamento definitivo do governadoriável em relação ao prefeito.
A reação envolveu Jean Carlos e Suender Silva, vereadores do PL na cidade e integrantes da base de Corrêa. Júlio Cunha e Gisleide Ribeiro, candidatos a deputado estadual pelo partido, também relataram incômodo.
Reação na sabatina
Na quarta-feira (16), durante uma sabatina na Rádio Manchester, Domingos chegou antes dos vereadores e ocupou uma cadeira ao lado de Wilder. Hélio Araújo, segundo suplente do senador no Senado e integrante da executiva estadual do PL, ficou no lado oposto. Suender permaneceu de pé.
O desconforto já havia aparecido antes da entrevista. Domingos foi recebido primeiro por Wilder em uma reunião, enquanto outros integrantes da campanha aguardavam. “Todos os outros, que estão levando a campanha do Wilder na cidade há muito mais tempo, tiveram que ficar esperando”, relatou um interlocutor de Jean Carlos.
A base local do PL avalia que a presença de Domingos pode prejudicar a imagem de Wilder entre os anapolinos. Integrantes da legenda sinalizaram que pretendem se afastar da campanha. Um interlocutor ligado a Suender afirmou: “Estamos com Gayer e Márcio. Eles quem mandam”.
A articulação de Naves ocorre enquanto o Republicanos apoia Daniel Vilela. Embora não deixe a base, o ex-prefeito posicionou um aliado próximo ao senador. A estratégia é afastar o comando do PL de Márcio Corrêa.
Corrêa, por sua vez, apoia Daniel Vilela, está rompido com Wilder e aposta na eleição de Gayer para o Senado. O grupo do prefeito considera que uma derrota de Wilder para o governo fortaleceria Gayer para comandar o PL goiano depois da eleição e permitiria a permanência de Corrêa no partido.



