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Monitoramento liga início de boato sobre Aparecida a perfil Dilma Bolada

Levantamento da campanha de Flávio Bolsonaro aponta que publicações nas redes deram origem à informação falsa sobre a padroeira do Brasil.

Monitoramento liga início de boato sobre Aparecida a perfil Dilma Bolada
Foto: Reprodução/Facebook

Um monitoramento feito pela campanha de Flávio Bolsonaro aponta que a informação falsa sobre a retirada do título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida começou com uma publicação de Jeferson de Oliveira Monteiro, criador do perfil “Dilma Bolada”.

O post foi publicado às 21h50 de quarta-feira, 23, e afirmava que católicos não deveriam votar em candidatos que quisessem retirar o título da santa. Na tarde deste sábado, 26, a publicação ainda estava disponível na rede social X. Não houve contato com Monteiro.

Seis minutos depois, o usuário @waglegal10 publicou que representantes de grupos evangélicos fariam pressão para retirar de Nossa Senhora Aparecida o posto de padroeira do Brasil caso Flávio fosse eleito.

A informação ganhou força por volta das 20h13 do dia seguinte, após um canal de notícias transmitir um comentário sobre uma suposta mobilização de evangélicos contra o título. O canal reconheceu o erro e pediu desculpas. A campanha de Flávio também obteve uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral para remover mais de 1 mil publicações relacionadas ao boato.

Publicações ampliaram o alcance do boato

Mesmo depois dos desmentidos, perfis ligados ao governo continuaram compartilhando a informação. George Marques, coordenador da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, republicou uma mensagem que defendia a continuidade da disseminação. A publicação foi apagada, e a campanha de Flávio pediu a prisão de Marques.

Um post do usuário @vitor_dlucca teve mais de 2 milhões de visualizações em menos de 24 horas e associou Flávio ao conteúdo transmitido pelo canal. Depois, @CarlosPortoRJ afirmou que o senador retiraria o título de Nossa Senhora Aparecida e disse que a informação havia sido divulgada no canal. O post teve mais de 2 4 milhões de visualizações.

O monitoramento também identificou 12 publicações de Lázaro Rosa com informações distorcidas. Em uma delas, o militante afirmou que um grupo de evangélicos queria retirar o título por meio de um projeto de lei e relacionou a possível aprovação da proposta a uma vitória de Flávio.

O projeto mencionado foi apresentado em dezembro de 2007 pelo então deputado federal Victório Galli, de Mato Grosso. A proposta alterava a lei que criou o feriado de Nossa Senhora Aparecida, celebrado em 12 de outubro. Entre as mudanças, estava a substituição da expressão “padroeira do Brasil” por “padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”.

O texto foi arquivado em agosto de 2008, após recomendação do relator na Comissão de Educação e Cultura, o então deputado Átila Lira. Para ele, a alteração não tinha “total falta de amparo constitucional”.

Na tarde do dia 24, o perfil “Dilma Bolada” publicou uma imagem que representava Flávio Bolsonaro como uma serpente sob a cabeça pisada por uma santa. A equipe do candidato listou 29 perfis como disseminadores da informação falsa.

Histórico do perfil

Criado por Jeferson Monteiro, o perfil “Dilma Bolada” ganhou destaque em 2013 com sátiras favoráveis à então presidente Dilma Rousseff. Na campanha de 2014, a página apoiou a reeleição da petista.

Em acordo de delação premiada, Mônica Moura afirmou que pagou R$ 200 mil a Monteiro por meio de caixa 2. Ele negou a acusação, e Dilma declarou, na época, que o casal havia prestado falso testemunho.

No início do atual governo de Luiz Inácio Lula da Silva, Monteiro foi nomeado para um cargo na Empresa Brasil de Comunicação. Ele foi demitido em agosto de 2023, após cinco meses no cargo, depois de viajar à Europa em uma viagem particular sem estar de férias.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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