Curitiba, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Curitiba 13°C 11° / 14° Mega-Sena 3064: 4 · 10 · 20 · 25 · 27 · 48
O que acontece aqui, primeiro
Política

Caiado questiona viagem de Flávio Bolsonaro em avião ligado a Vorcaro

Ex-governador de Goiás afirmou que o senador deve explicar uma viagem feita em aeronave com participação empresarial de Daniel Vorcaro.

Caiado detona viagem de Flávio Bolsonaro em jatinho de Vorcaro: “tem teto de vidro”

O ex-governador de Goiás e candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após informações sobre uma viagem do parlamentar em uma aeronave ligada ao empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Caiado afirmou que Flávio não teria autoridade para criticar adversários e pediu explicações sobre o voo.

“Quem tem teto de vidro não pode jogar pedra nos outros, Flávio”, escreveu Caiado nas redes sociais. Na mesma publicação, ele relacionou o uso do avião a pagamentos e a um jantar com pessoas que teriam lesado aposentados, classificando os fatos como cumplicidade.

O voo e a estrutura da aeronave

A viagem ocorreu em 19 de janeiro de 2025, entre Fort Lauderdale-Hollywood, na Flórida, e Brasília. O avião era um Legacy 650, de prefixo PP-NLR. Estavam a bordo Flávio Bolsonaro, a mulher dele, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, as duas filhas do casal e o advogado e empresário Willer Tomaz.

A aeronave funcionava em um modelo de copropriedade, dividido em três cotas. Uma participação de 33,33% pertencia à Prime You, empresa que tinha Daniel Vorcaro como sócio no momento do voo e que havia adquirido a fatia no final de 2024. A companhia também operava o avião por meio da Prime Aviation Táxi Aéreo e Serviços. Vorcaro permaneceu no quadro societário até setembro de 2025.

Outra cota pertencia a uma empresa controlada por Willer Tomaz. Um relatório da Polícia Federal indicou que cada participação de 33,33% estava avaliada em US$ 5,5 milhões em maio de 2025.

Explicação de Willer Tomaz

Em nota, Tomaz confirmou ser titular de um terço da aeronave. Ele afirmou que a gestão cabia à Prime You e que os voos eram privados e não remunerados. Segundo o advogado, quando havia assentos disponíveis, amigos com o mesmo destino eram convidados a viajar sem cobrança ou contrapartida financeira.

Tomaz declarou que só soube da participação de Vorcaro em abril de 2026. Depois disso, disse ter denunciado o contrato e iniciado uma disputa judicial contra a Prime You. O advogado também afirmou que não conhece Vorcaro pessoalmente e negou ter feito negócios com ele.

O mesmo Legacy 650 foi usado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes em agosto de 2025. Também foram mencionadas relações empresariais envolvendo um apartamento usado por Flávio Bolsonaro durante a campanha presidencial e uma propriedade frequentada pela família em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.