RIO DE JANEIRO — O candidato ao governo do Rio de Janeiro pelo PSTU, Cyro Garcia, propôs encerrar os contratos com organizações sociais (OSs) e empresas terceirizadas na área da saúde. A ideia é transferir esses serviços para a rede pública, com contratação direta de profissionais por concurso e ampliação da estrutura das unidades.
A proposta integra um plano para reduzir a distância entre a atenção primária e os atendimentos de média e alta complexidade. Cyro afirmou que os recursos hoje destinados à terceirização seriam usados para formar equipes completas, com médicos, enfermeiros, técnicos e assistentes sociais.
“Saúde não é mercadoria. A terceirização nada mais é do que a transferência de verbas públicas para a iniciativa privada”, disse o candidato.
Estrutura e hospitais estaduais
Além da contratação de profissionais, Cyro defendeu investimentos em equipamentos para ampliar a realização de exames e procedimentos de maior complexidade. Segundo ele, as unidades precisam ter aparelhos capazes de dar suporte a exames e cirurgias de alta complexidade.
O candidato também propôs a construção de hospitais estaduais em regiões com déficit de atendimento. Ele afirmou que a concentração dos serviços na capital obriga moradores do interior a viajar em busca de assistência. A ampliação da rede pública, segundo a proposta, reduziria esses deslocamentos.
Para financiar a expansão, Cyro defendeu a taxação de grandes grupos econômicos. “O RJ tem 37 bilionários e para poder ter dinheiro nós temos que taxar os grandes grupos econômicos”, afirmou.
Na mesma fala, ele propôs a expropriação de hospitais privados, citando unidades da Rede D'Or e outros hospitais ligados a planos de saúde.
Nesta terça-feira (15), Cyro fez panfletagem na Praça Agripino Grieco, no Méier, na Zona Norte do Rio. Ele estava acompanhado da vice, Perciliana Costa Rodrigues, cumprimentou eleitores e conversou com moradores da região.



