O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, reagiu nas redes sociais à repercussão de um projeto que propõe retirar de Nossa Senhora Aparecida o título oficial de Padroeira do Brasil. Ele acusou a GloboNews de divulgar informações falsas e afirmou que haveria uma articulação política para prejudicar sua imagem.
Flávio publicou um mapa digital que, segundo ele, comprovaria um “movimento criminoso e orquestrado” ligado à oposição. O senador também disse que pretende tomar medidas nas áreas criminal e eleitoral.
A proposta foi apresentada na Câmara dos Deputados pelo ex-parlamentar e pastor evangélico Victório Galli. O texto pretendia alterar a legislação para substituir o título de “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”.
Galli foi nomeado em 2019 assessor especial da Presidência da República, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), depois de perder a eleição em 2018. Ele também aparece em registros fotográficos ao lado de Flávio Bolsonaro, Jair Bolsonaro e Michelle Bolsonaro.
A discussão ocorre durante a corrida presidencial de 2026. Flávio tenta afastar sua candidatura da proposta e afirma que a associação entre o projeto e seu grupo político seria uma iniciativa de adversários.
O candidato também declarou que, se for eleito, pretende assinar um decreto afirmando que “o Brasil pertence ao Senhor Jesus Cristo”. A declaração foi apresentada no texto como motivo de críticas de juristas e lideranças religiosas, que a relacionaram ao princípio do Estado laico previsto na Constituição de 1988.
A reação de Flávio ocorreu após manifestações de repúdio de setores da sociedade e de lideranças religiosas. Na gravação divulgada durante agendas em Minas Gerais, ele classificou a denúncia como uma “invenção” e voltou a criticar a imprensa. Ao comentar a GloboNews, usou a expressão “central de disseminação de mentiras”.



