SÃO PAULO — A diretoria do Corinthians decidiu manter Fernando Diniz no cargo após a derrota por 3 a 1 para o Fluminense, na Neo Química Arena. Marcelo Paz, diretor executivo do clube, afirmou que jogadores procuraram a direção e defenderam a continuidade do trabalho.
A decisão foi tomada depois de uma partida marcada por protestos. Antes do início, torcedores organizados viraram as costas para o time e entoaram gritos de revolta. No fim, houve vaias, palavrões e tentativa de forçar as grades que separam as arquibancadas do gramado. Policiais foram mobilizados e usaram cassetetes para conter a movimentação.
Próximos jogos
Diniz terá 17 dias para trabalhar durante a Data Fifa deste mês. A permanência, porém, pode ser revista após os próximos compromissos: contra o Internacional, dia 7 de outubro, em Porto Alegre, e diante do Palmeiras, dia 11, no Nubank Parque.
O revés diante do Fluminense foi o sexto consecutivo do Corinthians no Brasileiro. O time está na 14ª colocação, a 28 pontos do líder Flamengo e a três do Grêmio, que aparece em 17º, na zona do rebaixamento. O clube também foi eliminado da Copa do Brasil e da Libertadores.
O Fluminense virou o jogo depois de Gustavo Henrique abrir o placar aos dez minutos. Hulk marcou aos 23 e 30 do primeiro tempo, enquanto Serna fez o terceiro aos 47 minutos do segundo tempo.
Após a partida, Diniz reconheceu o momento difícil. “Eu acho que nesse recorte de 40 dias é o pior trabalho da minha carreira”, disse o treinador. Ele também afirmou estar sem compreender a sequência negativa e relatou tristeza e revolta.
Apesar do resultado, o técnico avaliou que o Corinthians teve desempenho superior ao do Fluminense em parte do jogo. A declaração ocorreu em uma entrevista coletiva tensa, enquanto os jogadores foram protegidos por seguranças e evitaram falar com jornalistas.
Paz disse que a continuidade foi validada pelo elenco. “Os jogadores confiam no trabalho. É seguir trabalhando”, afirmou. A diretoria também enfrenta pressão política: haverá eleição no Corinthians no dia 28 de novembro, e Osmar Stabile busca a reeleição. O clube tem uma dívida de cerca de R$ 2,8 bilhões e ainda não conquistou títulos em 2026.



