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Candidatos reduzem tom no 7 de setembro, mas atos mantêm críticas ao STF

Flávio Bolsonaro e Lula evitaram discursos eleitorais diretos, enquanto manifestações em São Paulo e Brasília reforçaram pautas de suas campanhas.

Candidatos reduzem tom no 7 de setembro, mas atos mantêm críticas ao STF

Os principais candidatos à Presidência adotaram tom mais cauteloso no 7 de setembro deste ano, em meio às regras eleitorais mais rígidas. Ainda assim, atos em São Paulo e Brasília foram usados para defender pautas de campanha e criticar o Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, Luiz Inácio Lula da Silva e as condenações relacionadas ao 8 de janeiro.

Em São Paulo, o senador Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal (PL), participou de um comício na Avenida Paulista. Os discursos de seus aliados associaram Moraes e o escândalo do Banco Master ao presidente Lula. A maior parte dos oradores separou o STF do ministro e evitou atacar a corte como um todo.

“Uma laranja podre não pode contaminar toda a corte. O STF não é Alexandre de Moraes”, afirmou Flávio Bolsonaro. O pastor Silas Malafaia também defendeu instituições fortes e disse que a desmoralização do Supremo prejudicaria a democracia e a República. Ao mesmo tempo, pediu aos ministros que afastassem Moraes.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que “está na hora de a corte se unir para se defender”. Ele não pediu votos para a própria reeleição, mas defendeu a eleição dos candidatos da aliança de direita ao Senado por São Paulo. Marina Silva e Simone Tebet aparecem ligeiramente à frente dos nomes do PL e do PP nas pesquisas citadas no evento.

Críticas a Moraes e propostas de Flávio

Alfredo Gaspar (PL), candidato a vice na chapa de Flávio, disse que Lula e Moraes seriam inseparáveis. Gustavo Gayer (PL) pediu a revogação das prisões de Jair Bolsonaro e dos demais réus do 8 de janeiro. Ele também fez uma acusação sobre pagamentos de Daniel Vorcaro a Moraes, sem apresentar no ato outros detalhes sobre o caso.

Flávio defendeu guerra ao crime organizado, oito anos de prisão para ladrões de celular, redução da maioridade penal e castração química para estupradores. Na saúde, afirmou que o SUS teria padrão de atendimento do Hospital Einstein.

A manifestação reuniu 28,5 mil pessoas no momento de maior concentração, conforme a contagem do Monitor do Debate Político – USP/Cebrap. Em 7 de setembro de 2025, o protesto havia reunido 42 mil pessoas.

Fora do palco, manifestantes exibiram cartazes e infláveis com críticas a Moraes, Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Também houve faixas que defendiam desobediência civil e camisetas pedindo a prisão ou o impeachment de Moraes. Um boneco inflável de Donald Trump segurando uma representação de Lula com roupa de presidiário foi recolhido às 15h45, depois de aparecer na avenida por volta das 15h.

Lula evita discurso eleitoral em Brasília

Em Brasília, o público reunido na Esplanada dos Ministérios cantou “olê, olê, olá, Lula, Lula” antes da chegada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao desfile cívico-militar. Também entoou “acaba 6×1”, uma das pautas do governo e da campanha pela reeleição.

Lula não discursou no palanque. Ele fez apenas gestos de coração em resposta aos gritos de “Lula, guerreiro do povo brasileiro”. No domingo, dia 6, havia feito um pronunciamento institucional autorizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com liberação do ministro Nunes Marques, presidente da corte eleitoral. O governo também não distribuiu materiais com o tema do ato, “Soberania: A força que une o Brasil”.

Depois do desfile, Lula publicou nas redes sociais uma mensagem sobre soberania nacional e criticou pessoas que, segundo ele, atuam pelos interesses estrangeiros. Em outro vídeo, afirmou: “O escândalo do Banco Master é o maior roubo da história do Brasil.” O presidente disse ainda que o banqueiro Daniel Vorcaro foi preso e que o banco foi fechado durante seu governo.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), compareceu ao desfile. Ele se sentou ao lado de Edson Fachin, presidente do STF. Fachin foi o único integrante da corte presente no evento. Alexandre de Moraes e André Mendonça têm até a próxima sexta-feira, dia 11 de setembro, para enviar explicações sobre a disputa entre os dois ministros. Fachin deverá decidir se o caso será analisado em sessão aberta do plenário ou em reunião fechada.

O desfile não teve cartazes de apoio ou de crítica a Moraes, Mendonça e Lula. A violência contra mulheres e meninas foi uma das pautas destacadas, com cartazes que traziam as frases “ligue 180” e “essa luta também é dos homens”. A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), esteve no local antes do início e publicou um vídeo nas redes sociais.

Em Brasília, atos organizados pelo Novo e pelo PL também protestaram contra Moraes. As manifestações reuniram um número mediano de participantes e ocorreram separadamente.

Outros candidatos

Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) participaram de atos em São Paulo e fizeram críticas ao STF. Zema esteve na Avenida Paulista e exibiu um painel com a frase “chega de intocáveis” e imagens de Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes. Renan Santos reuniu apoiadores no Parque Ibirapuera e defendeu a prisão de Moraes e Dias Toffoli.

No Rio de Janeiro, Augusto Cury, candidato do Avante, reuniu cerca de 1,4 mil pessoas em Copacabana. Durante o ato, fez um aceno a André Mendonça e disse que, em seu eventual governo, ninguém seria poupado.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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