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Advogada é presa no Rio com documentos e bens de idosa morta em 2019

Polícia Civil investiga desvios de dinheiro e retenção de documentos e objetos de uma mulher que esteve sob curatela da suspeita.

Advogada é presa no Rio com documentos e bens de idosa morta em 2019
Foto: Reprodução

Uma advogada de 35 anos foi presa em flagrante nesta sexta-feira (2), no Cacuia, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio, durante uma operação da Polícia Civil. No apartamento dela, os agentes encontraram documentos originais, joias, equipamentos eletrônicos e objetos reconhecidos pelo filho de uma idosa de 90 anos que morreu em julho de 2019.

A ação foi conduzida por policiais da 37ª DP (Ilha do Governador), com acompanhamento de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OAB-RJ). A investigada é Jéssica Cabral Barradas, que havia sido nomeada curadora da idosa pela Justiça em 2014. Ela foi autuada por ocultação de documento público.

Documentos e celular escondido

Entre os materiais localizados estavam a carteira de identidade e a certidão de óbito originais da mulher. Segundo a Polícia Civil, o filho cobrava a devolução dos documentos havia cerca de sete anos. A advogada teria informado que os papéis estavam guardados em caixas.

Os policiais também procuraram o celular da investigada, cuja apreensão e posterior extração de dados haviam sido autorizadas pela Justiça. O aparelho não foi encontrado no início da busca. Depois de mais de uma hora, foi localizado escondido no ralo do banheiro. A corporação afirma que o telefone teria sido colocado ali para evitar a apreensão.

Também foram recolhidos joias, equipamentos eletrônicos e talheres banhados a ouro. Na delegacia, o filho reconheceu os talheres e um relógio como pertencentes à mãe. Os objetos já tinham sido mencionados por ele em depoimento anterior.

Investigação sobre patrimônio

A idosa morava sozinha no Cocotá, na Ilha do Governador, e recebia pensão militar e benefício do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Conforme a investigação, a advogada passou a administrar os interesses e o patrimônio da mulher após ser nomeada curadora.

A Polícia Civil identificou transferências da conta da idosa para uma conta pessoal da advogada. Também foram encontradas movimentações posteriores à morte. Seis dias depois do óbito, teria ocorrido uma transferência seguida de saque. Os investigadores ainda apontaram compras feitas com o cartão da vítima no ano seguinte à morte.

Jéssica responde na Justiça por 16 crimes relacionados ao patrimônio da antiga curatelada: 12 acusações de apropriação de rendimentos de pessoa idosa, dois furtos qualificados mediante fraude e duas falsidades ideológicas. As acusações também envolvem suposta omissão de rendimentos nas prestações de contas. A Polícia Civil ressalta que esses casos ainda tramitam judicialmente.

O filho relatou que a retenção dos documentos dificultou a abertura do inventário e a regularização da sucessão. Ele também afirmou ter precisado de uma segunda via da certidão de óbito para acionar o seguro de vida da mãe, documento obtido somente em 2023.

Os aparelhos apreendidos serão submetidos à extração de dados. O relógio e os talheres passarão por perícia e avaliação e, posteriormente, deverão ser devolvidos ao herdeiro. Após os procedimentos na delegacia, a advogada será encaminhada à Justiça. As investigações continuam na 37ª DP.

A corporação informou ainda que a investigada possui registros relacionados a coação no curso do processo, perseguição, furto, ameaça e falsa identidade. Esses casos são distintos da investigação que resultou na prisão em flagrante.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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