O bitcoin encerra a semana com alta de 2,3% e mantém a recuperação iniciada em agosto. Em relatório de análise técnica, o BTG Pactual aponta a faixa entre US$ 81 mil e US$ 83 mil como a principal resistência no curto prazo. Se essa região for superada, a criptomoeda pode avançar em direção aos US$ 100 mil.
A cotação está próxima de US$ 79,7 mil. Para o banco, o primeiro suporte relevante em um cenário de queda fica em US$ 75,4 mil, nível próximo da média móvel de 21 dias. Esse indicador calcula o preço médio de um ativo ao longo de um número específico de períodos.
Uma perda mais forte desse patamar levaria a atenção para a faixa entre US$ 68,8 mil e US$ 69,6 mil. Segundo a análise do BTG, nessa região estão concentradas as médias móveis de 50 e 200 dias, consideradas importantes para preservar a melhora estrutural recente.
Indicadores técnicos
O relatório também avalia o Índice de Força Relativa, conhecido como IFR. O indicador varia entre 0 e 100 pontos e mede a magnitude e a velocidade das mudanças no preço de um ativo. Leituras mais próximas do limite superior aparecem quando os preços sobem com força; as mais próximas do limite inferior ocorrem em períodos de queda intensa.
O IFR do bitcoin está próximo dos 66 pontos e permanece acima da linha neutra. No entanto, perdeu inclinação e voltou a operar abaixo da própria média depois do avanço recente. Para o BTG, esse comportamento mostra desaceleração da força compradora, mas ainda não representa uma reversão da tendência positiva.
“Enquanto o preço permanecer acima da média de 21 dias, a consolidação tende a ser interpretada como uma pausa dentro de uma estrutura ainda construtiva”, afirma o relatório.
Na análise técnica, resistência é uma faixa acima da cotação em que o preço pode encontrar dificuldade para avançar. O rompimento desse nível pode sinalizar continuidade da alta. Já o suporte fica abaixo do preço e pode favorecer uma reação positiva; se for perdido, a queda pode se prolongar.

