As bolsas asiáticas terminaram a segunda-feira majoritariamente em baixa, pressionadas pelo impasse entre os Estados Unidos e o Irã. A tensão elevou os preços do petróleo e os rendimentos dos títulos soberanos de Japão e Coreia do Sul, enquanto um acordo tarifário entre Washington e Pequim perdeu espaço no radar dos investidores.
Em Seul, o Kospi recuou 2,70%, para 6.889,74 pontos, no retorno do feriado na Coreia do Sul. Em Tóquio, o Nikkei caiu 0,73%, a 65.877,62 pontos.
Na China continental, o Xangai Composto teve baixa de 1,67%, para 3.823,62 pontos. O Shenzhen Composto, menos abrangente, caiu 3,07%, a 2.400,14 pontos. Os mercados voltaram a operar depois de um feriado, em meio a dados que apontaram desaceleração significativa dos lucros industriais.
Hong Kong destoou do movimento regional. O Hang Seng avançou 0,54%, para 24.642,51 pontos, interrompendo uma sequência de três sessões negativas. Em Taiwan, o mercado não abriu por causa de um feriado.
A retomada da alta do petróleo aumentou a aversão ao risco depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou uma proposta iraniana de acordo de paz. No fim da madrugada, o Brent subia quase 3%, para mais de US$ 100 por barril.
A expectativa de inflação maior e de aperto monetário levou os rendimentos dos títulos soberanos de curto prazo do Japão e da Coreia do Sul aos maiores níveis em anos.
O acordo de alívio tarifário anunciado por Estados Unidos e China após o encontro de Xi Jinping com Trump em Washington, na semana passada, ficou em segundo plano. O entendimento envolve cerca de US$ 30 bilhões em importações de cada lado.
Na Austrália, o índice S&P/ASX 200 fechou aos 8.679,70 pontos, com alta de 0,17%.



