O Citi elevou os preços-alvo de Vibra (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3), mantendo a recomendação de compra para as duas ações. A projeção para a Vibra passou de R$ 40 para R$ 43, enquanto a da Ultrapar subiu de R$ 35 para R$ 42. Os valores indicam potenciais de alta de 10% e 7,9%, respectivamente, ante o último fechamento.
A avaliação foi elaborada pelos analistas Gabriel Barra e Pedro Gama. Eles esperam margens ainda elevadas nos próximos meses, apoiadas pelo aperto global do mercado de diesel e pela diferença entre os preços praticados no país e a paridade de importação (IPP).
Preferência varia conforme o horizonte
Para o curto prazo, o banco escolhe a Vibra por causa da maior exposição da companhia ao negócio de distribuição de combustíveis. A análise para períodos mais longos, porém, depende do cenário eleitoral.
Em uma continuidade do governo, a preferência passa a ser pela Ultrapar. Nesse caso, o Citi avalia que a Petrobras pode retornar à distribuição e recuperar a marca “BR”. Para a Vibra, esse movimento representaria um risco de queda no preço da ação.
Se houver mudança de governo, esse risco associado à marca perde força, e a Vibra se torna a principal escolha do banco.
Os analistas também apontam que as duas empresas vêm reduzindo o endividamento em ritmo superior ao esperado. Com a forte geração de caixa, a expectativa é de conversão desse resultado em dividendos.
Mesmo com a perspectiva positiva para o curto prazo, o Citi considera que o mercado já incorpora um cenário mais favorável. Por isso, haveria menos espaço para novas revisões relevantes nas estimativas.



