A confiança no setor de serviços do Brasil caiu em setembro, pressionada pela piora das expectativas para os próximos meses, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Confiança de Serviços (ICS) recuou 0,9 ponto e chegou a 88,1 pontos.
O Índice de Expectativas (IE-S) caiu 2,7 pontos, para 84,6 pontos. De acordo com a FGV, essa foi a maior queda desde julho de 2026, quando o indicador havia recuado 2,8 pontos. A piora ocorreu em todos os segmentos e nos dois componentes avaliados: a tendência dos negócios no médio prazo e a demanda prevista no curto prazo.
“A queda das expectativas foi disseminada entre todos os segmentos e nos seus dois componentes”, afirmou Carlos André Vieira, economista do FGV IBRE. Segundo ele, o resultado indica maior cautela entre os empresários do setor.
Na direção oposta, o Índice de Situação Atual (ISA-S), que mede a percepção sobre o momento presente dos serviços, avançou 0,9 ponto, para 91,7 pontos. Foi a segunda alta consecutiva do indicador.
Vieira afirmou que o mercado de trabalho ainda mostra resiliência, mas dá sinais de perda de força. Ele também citou a redução dos prazos e o aumento dos custos do crédito para as empresas. Nesse cenário, avaliou que a melhora da situação atual pode perder força, enquanto a piora das expectativas aponta para uma desaceleração do setor no encerramento do ano.



