BELO HORIZONTE — O custo médio das corridas entre Belo Horizonte e o Aeroporto Internacional de Confins subiu de R$ 129,01 para R$ 144,95 em um ano, segundo levantamento da VOLL. A alta nominal foi de 12,4%; descontada a inflação do período, o aumento real chegou a 6,2%.
A análise comparou mais de 1.300 viagens solicitadas pelo aplicativo da empresa em agosto de 2025 e agosto de 2026, considerando deslocamentos de ida e volta entre a capital mineira e Confins. Aplicativos de mobilidade responderam por 83% das corridas, enquanto os táxis representaram 17%.
O maior avanço ocorreu entre 6h e 10h. Nesse intervalo, o preço médio passou de R$ 121,30 para R$ 144,84, uma alta de 19,4%. Antes do início das intervenções, esse era o período mais barato para chegar ou sair do aeroporto. Entre 16h e 20h, o aumento foi de 15,2%, com o valor médio subindo de R$ 129,33 para R$ 148,98. Fora dos horários de pico, a alta foi de 8,6%, de R$ 131,96 para R$ 143,34.
Luiz Moura, cofundador e Chief Business Officer da VOLL, relaciona a elevação nos horários de maior movimento à forma como os aplicativos definem preços, levando em conta a concentração de demanda por trajeto, horário e sentido. Ele ressalva que o levantamento não permite atribuir todo o aumento às obras. “O levantamento mostra uma associação temporal entre o período das obras e o aumento dos custos, mas não permite atribuir todo o aumento exclusivamente às intervenções”, afirmou.
A distância média dos trajetos variou de 42,3 km para 43,3 km, alta de 2,2%. Já o tempo médio de deslocamento aumentou em 15 minutos na ida e na volta, em comparação com agosto de 2025. Esse período adicional é cobrado nas corridas por aplicativo e nos táxis e, nos aplicativos, se soma à tarifa dinâmica.
Também aumentou a participação de viagens mais caras. As corridas acima de R$ 200 passaram de 4,4% para 9,7% do total. As que ultrapassavam R$ 250 subiram de 0,6% para 2,1%. A VOLL não informou os números absolutos dessas faixas.
A empresa não identificou redução no uso de aplicativos nem mudança nos horários das viagens. Como alternativas durante as obras da trincheira da Avenida Cristiano Machado, recomendou ônibus de conexão por vias exclusivas, compartilhamento de veículos entre passageiros com voos próximos e maior antecedência na saída para o aeroporto.



