MINAS GERAIS — A Dá Sorte Loteria prevê triplicar o faturamento mensal nos próximos três anos, de R$ 2 milhões para cerca de R$ 6 milhões. A expansão da concessionária de loterias de Minas Gerais inclui o aumento da rede de atendimento, novos produtos, investimentos em tecnologia e medidas de jogo responsável.
A empresa pretende passar dos atuais 1,8 mil para 6 mil pontos de venda até o fim deste ano e alcançar 10 mil unidades em três anos. A ampliação dos pontos físicos, inicialmente, ficará concentrada em Minas Gerais. A operação também usa distribuidores, WhatsApp e locais instalados em supermercados. As comissões pagas aos pontos variam de 9% a 11%.
O CEO Roberto Souto afirmou que os US$ 25 milhões anunciados para a implantação da operação já foram investidos. Os recursos foram destinados a sistemas, contratação e preparação de pessoas, produtos e pesquisas com consumidores mineiros. O levantamento envolveu 25 grupos de discussão e 1,5 mil entrevistas quantitativas.
A Dá Sorte tem mais de 200 funcionários em Minas Gerais e iniciou uma operação em São Paulo. A expectativa é chegar a aproximadamente 400 empregados nos dois estados nos próximos três anos. A estrutura mineira reúne áreas como jurídico, marketing, finanças, vendas e operações.
Produtos e tecnologia
A companhia trabalha atualmente com a Raspadinha e o Trem das 11, loteria com sorteio semanal. São quatro tipos de raspadinha, e outros cinco modelos estão previstos para lançamento ainda em novembro deste ano. Os prêmios das raspadinhas chegam a R$ 250 mil, enquanto o Trem das 11 distribui R$ 100 mil por semana.
Um sistema permite usar o celular do ponto de venda como terminal para validar bilhetes. O Trem das 11 também ganhou uma cartela pré-impressa com QR Code.
Segundo a empresa, pelo menos 60% da arrecadação é destinado a prêmios, com média entre 62% e 73%, conforme o produto. Na operação física, que tem concessão de 20 anos, 21% da arrecadação são repassados ao Estado de Minas Gerais para projetos de seguridade social.
A Dá Sorte recebeu a Certificação Internacional de Jogo Responsável Nível 3 da World Lottery Association (WLA). De acordo com Anna Florença, head jurídica de compliance, o programa tem dez frentes, incluindo pesquisa, tratamento, relacionamento com stakeholders e desenvolvimento de produtos. Os jogos são testados antes de chegar ao mercado quanto ao potencial de comportamento compulsivo.



