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Economia

Dasa pode elevar margem Ebitda a 24% até 2030, avalia UBS BB

Banco vê recuperação no negócio de diagnósticos, mas aponta alavancagem elevada e riscos ligados ao cenário macroeconômico brasileiro.

Dasa pode elevar margem Ebitda a 24% até 2030, avalia UBS BB
Foto: Adobe Stock

O UBS BB estima que a Dasa (DASA3) pode ampliar a margem Ebitda autônoma de 23% em 2026 para a faixa média de 24% no médio prazo. A projeção considera ganhos de eficiência nas despesas gerais e administrativas, simplificação da estrutura organizacional e maior utilização da infraestrutura existente.

A avaliação faz parte do início da cobertura da companhia pelo banco, que estabeleceu preço-alvo de R$ 3,90 e recomendação de compra. O valor representa potencial de valorização de 37,32% em relação ao fechamento da última sexta-feira (18).

Diagnósticos sustentam a tese

Para o UBS BB, a recuperação do segmento de diagnósticos tende a ser sustentável, com crescimento médio de um dígito. A instituição projeta alta anual composta de aproximadamente 5,5% na receita da área entre 2025 e 2030, acima da expansão estimada para a indústria, de cerca de 4 a 5%.

A projeção é associada principalmente ao avanço do volume, impulsionado pelo B2B e por um cenário favorável à terceirização entre laboratórios independentes. O banco também considera possível ganho de participação no B2C e melhora no tíquete, com maior presença de marcas premium no mix de receita.

O relatório afirma que a melhora operacional recente inclui uma dinâmica mais favorável de tíquete no B2C e despesas gerais e administrativas trimestrais em caixa abaixo de R$ 300 milhões. Na avaliação do analista Olavo Arthuzo, esses sinais indicam avanço no processo de reversão e ainda não estariam totalmente refletidos nas ações.

Dívida continua entre os riscos

A Dasa é considerada altamente alavancada pelo UBS BB. A estimativa é de 2,5 vezes de dívida líquida/Ebitda em 2026, enquanto a exposição ao ambiente macroeconômico volátil do Brasil aparece como outro fator de risco.

Mesmo assim, o banco vê espaço para desalavancagem sem considerar suporte da Rede Américas. A dívida líquida/Ebitda autônoma poderia cair para 1,9 vez até 2028 e 1,3 vez até 2030. A projeção leva em conta o crescimento da receita, a expansão da margem, a melhora na conversão de caixa, a redução das despesas financeiras e a eliminação de passivos ligados a fusões e aquisições.

A Rede Américas também é apontada como uma possível fonte de valor, embora o UBS BB avalie que essa oportunidade pareça subestimada pelos múltiplos atuais. O banco considera prematuro concentrar a tese de investimento nesse ativo, diante do processo de reversão em andamento, da alavancagem elevada e da governança complexa.

O preço-alvo foi calculado com um EV/Ebitda alvo de 5,0 vez para 2028, apoiado por um fluxo de caixa descontado que utiliza custo de capital de aproximadamente 18% e taxa de crescimento terminal de 5,0%.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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