O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu o deputado Mário Frias (PL-SP) de deixar o Brasil. A decisão foi tomada durante a operação Make Up, da Polícia Federal, que investiga pessoas ligadas ao filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo a decisão, Frias teria atrasado o envio de informações à investigação por estar em uma viagem internacional. Por isso, foram necessários pedidos à Presidência da Câmara dos Deputados. O parlamentar é autor de emendas sob investigação e roteirista do filme.
Dino também mencionou a possibilidade de parlamentares investigados deixarem o país diante da perspectiva de processos criminais. A referência foi associada a deputados e ex-deputados ligados a Bolsonaro, como Eduardo Bolsonaro, Alexandre Ramagem e Carla Zambelli, condenados criminalmente pelo STF.
Operação da Polícia Federal
A operação cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Ceará e no Distrito Federal. A PF informou que a apuração trata de possível desvio de recursos públicos federais repassados por meio de emendas parlamentares e termos de fomento a uma organização da sociedade civil.
Entre os crimes investigados estão desvio de recursos públicos, fraude em procedimentos de contratação, falsidade documental, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A polícia também apura se os valores foram direcionados irregularmente a empresas subcontratadas, sem comprovação dos serviços contratados.
Frias destinou emendas a organizações presididas por Karina Gama, da Go Up Entertainment, produtora do filme. A PF cumpriu mandados contra Karina. A investigação também cita a Go Up Entertainment LLC, empresa sediada no exterior, e uma estrutura formada por entidades, empresas e pessoas físicas ligadas ao núcleo investigado.
A defesa de Frias não foi localizada. A defesa de Karina foi procurada às 7h46 e não se manifestou. De acordo com a PF, as tentativas de dissimular os supostos desvios teriam continuado até julho deste ano.



