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Economia

Golpe do Pix: quando o banco pode ser responsabilizado e devolver o dinheiro

Consumidor tem até 80 dias para pedir a investigação da transação e deve reunir provas da fraude.

Golpe do Pix: quando o banco pode ser responsabilizado e devolver o dinheiro

Cair em um golpe do Pix não significa necessariamente perder o dinheiro. Em alguns casos, o banco pode ser responsabilizado e o consumidor pode ter direito ao ressarcimento, especialmente quando há falhas de segurança ou falta de providências após a comunicação da fraude.

As regras de segurança do sistema, em vigor desde 1º de setembro, reforçam os procedimentos de investigação de transações suspeitas. O especialista em Direito Bancário e Compliance Financeiro Fabiano Jantalia explica que o consumidor tem até 80 dias para solicitar a verificação da operação.

A partir do pedido, as instituições financeiras envolvidas, tanto a de origem quanto a de destino, devem abrir uma investigação. “O consumidor dispõe de até 80 dias para solicitar a verificação da transação”, afirma Jantalia.

Como agir após a fraude

A orientação é avisar o banco o mais rápido possível e apresentar documentos que ajudem a comprovar o golpe. Entre os registros que podem ser usados estão o comprovante da transferência, capturas de tela, conversas relacionadas à fraude e outros documentos que mostrem como o crime ocorreu.

Depois da comunicação, os bancos envolvidos devem analisar a operação. Dependendo do caso, também podem ser tomadas medidas para bloquear valores que ainda estejam disponíveis na conta. A rapidez no aviso é importante para reduzir possíveis prejuízos.

Quando pode haver devolução

O ressarcimento não é automático em todos os golpes do Pix. A responsabilidade do banco depende das circunstâncias da fraude e da existência de falhas nos mecanismos de segurança.

Entre as situações que podem levar à responsabilização estão a invasão da conta do cliente e a ausência de providências da instituição depois que o golpe é comunicado. “É dever do banco conduzir essa apuração com celeridade e assertividade, fundamentando-se na documentação pertinente”, diz Jantalia.

Se a fraude for confirmada e os procedimentos previstos forem cumpridos, os valores poderão ser devolvidos ao consumidor. A análise, porém, pode levar algum tempo.

Jantalia também avalia que o sistema de pagamentos avançou nos mecanismos de segurança. Para o especialista, as medidas adotadas pelo Banco Central colocam o Pix em um patamar elevado de segurança e reforçam a proteção dos usuários.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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