O Ibovespa fechou esta terça-feira (8) em alta de 1,20%, aos 187.366,84 pontos, no maior nível desde 4 de maio. O índice chegou a se aproximar da faixa dos 190 mil pontos durante o pregão, mas perdeu força ao longo da tarde e ainda terminou o dia em avanço.
A valorização foi sustentada principalmente pelas ações da Petrobras, da Vale e dos bancos. O movimento ocorreu em meio à expectativa dos investidores sobre o cenário político e os rumos da política fiscal no Brasil.
Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados em uma pesquisa BTG/Nexus citada no mercado. A aproximação entre os dois é vista por investidores como um sinal de possível endurecimento da pauta de gastos públicos a partir do ano que vem.
Roberto Moura, head de renda variável da Grand Capital Invest, afirmou que o fluxo estrangeiro ajudou a sustentar as cotações no início do mês. “O fluxo estrangeiro tem sustentado as cotações nesse começo de mês”, disse.
Comparação com outros mercados
O desempenho das ações brasileiras também foi melhor que o de outros mercados emergentes no começo do mês. O EWZ, maior ETF ligado a ações brasileiras negociado em Nova York, subiu quase 9%, enquanto o EEM, ligado aos mercados emergentes, avançou 2,3%.
O Brasil faz parte do EEM, mas representa uma parcela menor do índice em comparação com China, Taiwan, Coreia do Sul e Índia. Operadores avaliam que o chamado movimento eleitoral ganhou espaço entre investidores globais por causa das perspectivas para a área fiscal, dos juros e dos efeitos financeiros sobre as empresas.



