O Ibovespa terminou a semana anterior ao primeiro turno das eleições com alta acumulada de 4,71%, aos 192.114 pontos. Foi o maior avanço semanal desde o início de setembro, quando o índice subiu 5,40%.
Na sexta-feira (2), último pregão antes da votação de domingo (4), o índice avançou 2,63%, apoiado principalmente por Vale, Petrobras e ações de bancos. Ao longo da semana, investidores acompanharam as pesquisas eleitorais, reduziram posições antes da votação e aumentaram o apetite por risco no último pregão.
As pesquisas divulgadas no período indicaram empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro em simulações de segundo turno. O cenário eleitoral esteve entre os fatores observados pelo mercado antes do primeiro turno, marcado para domingo (4).
Na quarta-feira, o Ibovespa ganhou 1,37%, com destaque para os bancos. Itaú subiu 4,68% e acrescentou quase R$ 19 bilhões ao valor de mercado. Bradesco, Banco do Brasil e BTG também tiveram alta. Na sexta-feira, Petrobras avançou 3,25% nas ações ordinárias e 2,81% nas preferenciais, enquanto Vale subiu 2,56%. A Petrobras informou uma nova descoberta de petróleo na costa do Amapá.
No exterior, indicadores mais fracos dos Estados Unidos reforçaram as apostas de manutenção dos juros pelo Federal Reserve na próxima reunião. O índice de inflação PCE ficou abaixo do esperado na quarta-feira. Já o payroll apontou a criação de apenas 29 mil vagas em setembro, abaixo das projeções, ajudando a sustentar a alta das bolsas de Nova York.
Maiores altas e quedas
A Hapvida (HAPV3) liderou os ganhos do Ibovespa na semana, com alta de 24,60%, a R$ 6,97. Vamos (VAMO3) subiu 22,48%, a R$ 4,50, e Azzas 2154 (AZZA3) avançou 19,29%, a R$ 18,60.
Entre as maiores quedas, Santander (SANB11) recuou 5,58%, a R$ 27,90. Minerva (BEEF3) caiu 5,13%, a R$ 3,90, e Embraer (EMBJ3) perdeu 3,22%, a R$ 97,03.



