O Ibovespa subiu 0,46% nesta sessão, aos 183.827,59 pontos, e interrompeu uma sequência de quatro quedas consecutivas. O índice chegou perto da máxima de 183.951,05 pontos antes do fechamento, em um movimento que contrariou o desempenho das bolsas norte-americanas.
O giro financeiro somou R$ 20 bilhões. No mês, o principal índice da B3 acumula alta de 3,61%, enquanto o avanço no ano chega a 14,1%.
As ações ligadas ao consumo ganharam força na parte final do pregão depois da divulgação dos dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O indicador registrou a criação de 165.827 postos de trabalho em agosto, acima do projetado.
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) também apontou uma economia aquecida, com a população ocupada no maior nível da série histórica e uma taxa de desempenho em linha com as estimativas.
O Índice de Consumo da B3 (ICON) avançou 0,95%, e o Índice Imobiliário (IMOB) subiu 1,55%. A Vale, com queda acima de 2%, limitou a alta do Ibovespa.
Para Gabriel Mollo, analista de investimentos da Daycoval Corretora, o resultado do Caged favoreceu empresas do setor de consumo, enquanto companhias exportadoras de commodities, especialmente as da siderurgia, recuaram.
As eleições continuam no radar dos investidores, principalmente pela expectativa em torno das últimas pesquisas eleitorais, que serão divulgadas nos próximos dias. O mercado também acompanha a possibilidade de avanço da chapa à direita, associada pelos investidores a uma maior austeridade fiscal.
Rodrigo Moliterno, head de renda variável da Veedha Investimentos, avaliou que os investidores podem estar se posicionando diante da possibilidade de uma troca de governo. O aquecimento da economia, por outro lado, pode pressionar a política monetária e contribuir para juros mais altos, enquanto setores dependentes do emprego tendem a se beneficiar de uma atividade mais forte.



