SÃO PAULO — As importações indiretas de aço devem somar 7,2 milhões de toneladas em 2026, alta de 19,9% em relação a 2025. O crescimento preocupa o setor siderúrgico, que defende medidas de proteção comercial e uma política de conteúdo local para a compra de bens.
Os dados foram apresentados pelo Instituto Aço Brasil durante o Congresso Aço Brasil 2026. No acumulado de janeiro a agosto, o volume de aço importado de forma indireta chegou a 4,8 milhões de toneladas, também com aumento de 19,9%.
Para o presidente do conselho diretor da entidade, André B. Gerdau Johannpeter, é necessário que os setores que compram aço mantenham competitividade. “Quem fabrica veículos, máquinas, tratores, implementos, linha branca e assim por diante, que são os nossos clientes, precisam estar competitivos”, afirmou em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (30).
Setor automotivo
Entre janeiro e agosto, o Brasil importou um milhão de toneladas de aço incorporado em carros e veículos comerciais. O volume representa crescimento de 65,4% em comparação com o mesmo período anterior.
Também foram importadas 798 mil toneladas de aço incorporado em autopeças, uma alta de 12,5% no segmento automotivo.
O setor siderúrgico afirma que a aplicação de medidas efetivas de defesa comercial ajudaria na preservação da cadeia metalmecânica. A entidade também pleiteia uma política eficaz de conteúdo local na aquisição de bens.



