A JBS e a VIVA Holding assinaram nesta terça-feira (15) um acordo para unir seus negócios de produção, processamento e comercialização de couros na nova empresa JBS VIVA. Cada grupo terá 50% da companhia, com governança compartilhada.
A conclusão ainda depende do cumprimento de condições previstas no acordo, por isso não há uma data definida para o fechamento da operação. O negócio havia sido anunciado originalmente em novembro do ano passado.
Antes da conclusão, as empresas farão reorganizações societárias. A JBS transferirá seus ativos de couro para a JBS Couros, que depois será incorporada à JBS VIVA. Do lado da VIVA Holding, serão separados os ativos e as atividades que não fazem parte da transação.
A nova companhia terá um Conselho de Administração com até seis integrantes, sendo três indicados pela JBS e três pela VIVA. A VIVA Holding é uma empresa de investimentos e participações.
Ativos incluídos e excluídos
A operação reunirá os ativos da JBS ligados à produção de couros no Brasil e em determinadas subsidiárias no exterior. Também serão incorporados negócios da VIVA relacionados à produção de couros e à fabricação e comercialização de produtos químicos usados no processamento do material.
Ficarão fora do acordo os negócios de colágeno e gelatina das duas empresas. Também foram excluídos a operação de couros da JBS em Cactus, no Texas, e os ativos da divisão de couros da empresa na Alemanha, no Uruguai e no México.
O acordo prevê ainda contratos de fornecimento entre a JBS e a JBS VIVA. A JBS fornecerá couro cru produzido por seus frigoríficos no Brasil. Em contrapartida, a nova empresa venderá à JBS aparas e raspas geradas no processamento, destinadas à produção de gelatina, colágeno e produtos relacionados.



