O Bank of America elevou de US$ 19 para US$ 20 o preço-alvo da JBS N.V. e manteve a recomendação de compra para a ação. Considerando o último fechamento, o banco calcula potencial de alta de 84,2%.
A avaliação mais positiva para o negócio de carne bovina nos Estados Unidos compensou projeções menores para as divisões de frango, suínos e Brasil, além de incorporar uma expectativa de menor alavancagem e a atualização da avaliação do ativo para 2027.
Projeções financeiras
Os analistas Isabella Simonato e Peter T. Galbo estimam Ebitda consolidado de US$ 4,5 bilhões em 2026 e de US$ 4,9 bilhões em 2027. Para o próximo ano, a previsão representa alta de 3,2%. O lucro por ação projetado para 2027 é de US$ 1,35, avanço de 17%.
A margem de Ebitda da operação de bovinos nos Estados Unidos deve ficar ligeiramente acima do ponto de equilíbrio em 2027. A projeção anterior era de -1,0%.
O Bank of America também reduziu de US$ 2,2 bilhões para US$ 1,5 bilhão a estimativa de investimentos da JBS em 2027. A mudança considera menor expansão e maior foco da administração em disciplina de capital e redução do endividamento.
Com o investimento menor, a previsão de fluxo de caixa livre para 2027 subiu de US$ 300 milhões para US$ 1,1 bilhão. O banco estima ainda que a relação entre dívida líquida e Ebitda caia para 2,8 vezes no período, pela métrica da empresa, dentro da faixa de segurança de 2 a 3 vezes.
Uma eventual injeção de capital de US$ 800 milhões da Danantara na joint venture da Indonésia poderia reduzir a alavancagem em cerca de 0,1 vez, segundo a análise. A Danantara é o braço de investimentos do fundo soberano do país.
O banco calcula que cada aumento de 50 pontos-base na margem de Ebitda de bovinos nos Estados Unidos compensaria uma queda simultânea de 25 pontos-base nas demais divisões. Também prevê dividendos de cerca de US$ 1,1 bilhão em 2027, com rendimento médio de 10% e redução da alavancagem.



