RIO DE JANEIRO — O candidato do PCO ao governo do Rio de Janeiro, Luan Monteiro, defendeu a dissolução da Polícia Militar, a descriminalização total das drogas e a reestatização de empresas consideradas estratégicas. Na área econômica, ele também propôs a reindustrialização do estado e a recuperação da Cedae.
Durante a entrevista, Monteiro afirmou que os problemas de segurança pública não seriam resolvidos apenas por meio das eleições. Para ele, os trabalhadores deveriam se organizar para participar da própria segurança, porque as instituições atuais não seriam capazes de garantir proteção à população.
“A gente acha importante uma luta pela descriminalização total de todas as drogas. A gente também defende a organização popular para fazer a sua própria segurança. A gente defende a dissolução da Polícia Militar”, afirmou o candidato.
Monteiro disse que essas propostas fazem parte de uma visão mais ampla de organização dos trabalhadores. Ele também criticou candidatos que apresentam soluções abrangentes para a segurança pública durante a campanha e afirmou que a organização popular deveria integrar a estratégia para enfrentar territórios ocupados pelo crime organizado.
Propostas para a economia
Na economia, o candidato apontou a reindustrialização como uma das prioridades para o Rio de Janeiro. Segundo ele, o estado perdeu indústrias ao longo das últimas duas décadas e precisa recuperar sua capacidade produtiva.
Monteiro defendeu que a exploração das riquezas de petróleo do estado seja associada à industrialização e à geração de empregos. A proposta, de acordo com o candidato, busca fazer com que a riqueza produzida no Rio tenha impacto sobre o mercado de trabalho e as condições de vida dos trabalhadores.
“A gente acha importante, não só em nível estadual, mas pensando numa coisa que é um problema geral do país, a reindustrialização”, disse.
O candidato também propôs a reestatização de empresas consideradas estratégicas. Entre os exemplos citados estão a Cedae, empresas de energia e de telefonia. Ele ainda mencionou Petrobras e Eletrobras ao tratar das empresas estratégicas nacionais.
A ampliação da participação do Estado na economia foi apresentada como parte de um plano mais amplo. Monteiro afirmou que a discussão sobre a economia fluminense deveria ser relacionada à política econômica nacional e voltou a defender a mobilização dos trabalhadores.



