Curitiba, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Curitiba 13°C 11° / 14° Mega-Sena 3064: 4 · 10 · 20 · 25 · 27 · 48
O que acontece aqui, primeiro
Economia

Minas Gerais concentra análise de crédito estruturado no país

Estado reúne 1.395 das 3.543 empresas avaliadas por FIDCs entre janeiro e setembro de 2026, aponta a Assertiva.

Minas Gerais concentra análise de crédito estruturado no país

Minas Gerais concentrou 39,4% das empresas submetidas à análise de crédito de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) nos nove primeiros meses de 2026. O estado reuniu 1.395 das 3.543 companhias avaliadas no período, conforme levantamento da empresa de data & analytics Assertiva.

São Paulo aparece em seguida, com 893 empresas e participação de 25,2%. Santa Catarina ficou na terceira posição, com 396 companhias e 11,2%. Os três estados somam 75,8% das empresas analisadas pelo Radar Assertiva de Demanda por Crédito Estruturado.

O CEO da Assertiva, Hederson Albertini, afirmou que a dimensão da economia paulista poderia levar à expectativa de uma liderança de São Paulo. Os dados da amostra, porém, apontaram maior concentração em Minas Gerais. “Esse tipo de informação ajuda a enxergar onde a atividade de análise de crédito estruturado está acontecendo com maior intensidade”, disse.

Rafael Nakamoto, CEO da Vitório, fintech voltada a supply chain finance e crédito estruturado para a indústria, relacionou o resultado mineiro às cadeias industriais intensivas em capital. Segundo ele, existe um intervalo entre a produção, a venda e o recebimento, período em que as empresas precisam financiar matérias-primas, estoques, fornecedores e a distribuição.

Empresas e setores analisados

O levantamento considerou 4.045 consultas feitas por 36 FIDCs entre janeiro e setembro de 2026. As consultas envolveram 3.543 empresas diferentes e buscaram identificar a localização e o perfil das companhias que chegaram à etapa de análise dos fundos, incluindo setor, porte, maturidade e indicadores de restrição.

Depois de Minas Gerais, São Paulo e Santa Catarina, aparecem Rio Grande do Sul, com 172 empresas e 4,9%; Paraná, com 150 e 4,2%; e Rio de Janeiro, com 101 e 2,9%.

Albertini ressaltou que o radar retrata a atividade dos fundos incluídos na amostra e não representa um ranking nacional de concessão de crédito. A análise também não mostra o volume efetivamente emprestado em cada estado. “Estamos olhando para uma etapa anterior à concessão do crédito”, explicou.

Em Minas Gerais, o comércio foi o maior agrupamento por atividade, com 501 empresas analisadas. A indústria somou 389 companhias, enquanto os serviços reuniram 299. Também tiveram destaque a indústria em São Paulo, com 431 empresas, a indústria em Santa Catarina, com 277, e o comércio em São Paulo, com 272.

No total da pesquisa, 51,1% das empresas pertencem aos setores de indústria, construção e logística. Outros 36% estão em comércio, serviços financeiros e imobiliários. Os dois grupos respondem juntos por 87,1% das companhias observadas.

Para Albertini, o cruzamento entre estado e atividade econômica ajuda a identificar a concentração da análise de crédito estruturado em diferentes cadeias produtivas. Nakamoto acrescentou que, em relações entre empresas, fabricantes podem vender a prazo e acumular recebíveis enquanto financiam a continuidade da produção. Nesse cenário, os FIDCs e outros instrumentos podem levar capital de mercado à cadeia, reduzindo a pressão sobre o balanço da indústria.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.