BELO HORIZONTE — A ópera inédita “Chica da Silva” será apresentada no Grande Teatro do Palácio das Artes, em Belo Horizonte, nos dias 19, 21 e 23. A produção integra a temporada de óperas 2026 da Fundação Clóvis Salgado (FCS) e apresenta uma nova abordagem sobre a personagem da história mineira.
A montagem teve uma pré-estreia ao ar livre no sábado (12), em Diamantina, cidade ligada à trajetória de Chica da Silva quando o local ainda era conhecido como Arraial do Tejuco. Na capital mineira, as récitas serão realizadas no sábado, na segunda-feira e na quarta-feira.
Elenco e produção
A música é de Guilherme Bernstein, com libreto de Marcos Bernstein e Flávia Bessone. A soprano Marly Montoni interpreta Chica da Silva, enquanto o tenor Ewandro Stenzowski representa o contratador João Fernandes, companheiro da protagonista.
A produção reúne a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, o Coral Lírico de Minas Gerais e a Cia de Dança Palácio das Artes, os três corpos artísticos da Fundação Clóvis Salgado. O espetáculo explora a relação entre a personagem histórica e a imagem construída em torno dela, aproximando-se do estudo “Chica da Silva e o Contratador dos Diamantes – O Outro Lado do Mito”, publicado em 2003 pela historiadora Júnia Ferreira Furtado.
A realização é do Ministério da Cultura, da Fundação Clóvis Salgado, da Leleu Produções e Eventos e da Fox Produções. O projeto foi viabilizado pelas leis estadual e federal de incentivo à cultura.
Os ingressos estão disponíveis na plataforma Sympla e nas bilheterias do Palácio das Artes. A entrada custa R$ 60, e a meia-entrada, R$ 30. A classificação é livre.



