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Economia

Brasil e Estados Unidos devem divergir nos juros nesta Super Quarta

Copom tende a reduzir a Selic, enquanto Fed pode elevar os juros; comunicados serão decisivos para o mercado.

Brasil e Estados Unidos devem divergir nos juros nesta Super Quarta
Foto: Adobe Stock

Brasil e Estados Unidos devem seguir caminhos opostos na política monetária nesta Super Quarta, em 16 de setembro. O Copom tende a reduzir a Selic pela quinta vez seguida, enquanto o Federal Reserve pode elevar os juros americanos pela primeira vez desde 2023.

Os contratos futuros negociados na B3 indicam cerca de 95% de probabilidade de corte de 0,25 ponto percentual na Selic, que está em 14% ao ano e pode chegar a 13,75% ao ano. Nos Estados Unidos, o mercado aponta cerca de 85% de chance de alta da mesma magnitude, levando os Fed Funds da faixa de 3,50% a 3,75% para 3,75% a 4,00% ao ano.

Mais do que os números, economistas avaliam que o impacto sobre Bolsas, câmbio e juros futuros dependerá dos comunicados dos dois bancos centrais. A Super Quarta é o nome dado aos dias em que Copom e Fed anunciam suas decisões na mesma data.

Cenário brasileiro

No Brasil, a inflação e a atividade econômica dão espaço para um novo corte. O IPCA de agosto recuou 0,32%, e a inflação acumulada em 12 meses caiu de 4,44% para 4,22%, pelo segundo mês seguido abaixo do teto da meta.

A atividade também perdeu força. Embora o PIB do segundo trimestre tenha sido positivo, o consumo das famílias foi afetado pelo endividamento elevado, pelo crédito mais caro e pelo ritmo mais fraco dos salários. Ainda assim, parte da melhora da inflação veio de fatores pontuais, como o bônus de Itaipu na conta de luz, a queda das passagens aéreas e a sazonalidade dos alimentos.

A expectativa é de um corte acompanhado por um comunicado duro, sem indicação explícita sobre os próximos passos. Entre os riscos citados estão a pressão eleitoral sobre o câmbio, o petróleo, os preços de serviços e a desancoragem das expectativas de inflação para 2027 e 2028.

Decisão nos Estados Unidos

O Fed mantém os juros entre 3,50% e 3,75% desde dezembro do ano passado. A inflação segue acima da meta de 2%, enquanto o PIB do segundo trimestre cresceu 1,5% em termos anualizados. Em julho, o núcleo do PCE estava em 3,3%; em agosto, o CPI acelerou 0,4% no mês. O payroll registrou 162 mil vagas, ante expectativa de 55 mil, e o desemprego ficou em 4,1%.

A atuação de Kevin Warsh, indicado por Donald Trump e confirmado pelo Senado em maio, é um dos pontos de maior incerteza. Os investidores devem observar o placar de votos, o dot plot e as indicações sobre a trajetória dos juros. No Copom, o foco estará no balanço de riscos e nas referências ao petróleo, ao câmbio e aos próximos passos da política monetária.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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