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Economia

Reservatórios e termelétricas entram no centro do debate sobre o Super El Niño

ONS avalia medidas preventivas diante da possibilidade de mudanças nas chuvas, na geração de energia e nos preços do mercado elétrico.

Reservatórios e termelétricas entram no centro do debate sobre o Super El Niño

A possibilidade de um El Niño de intensidade recorde no segundo semestre levou o setor elétrico a avaliar medidas para preservar os reservatórios e preparar a operação do sistema. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) discute ações preventivas com o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), incluindo a proteção dos estoques de água e das fazendas de energia fotovoltaica.

A preocupação está ligada às mudanças nos padrões de chuva e temperatura e ao impacto que elas podem ter na geração hidrelétrica e fotovoltaica. Para Maura Galuppo, diretora da Powertrade Energia e ex-superintendente da área de tarifas da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), uma estratégia de preservação dos reservatórios pode exigir o acionamento de termelétricas fora da ordem de mérito econômico. Nesse caso, consumidores de alta e de baixa tensão podem ser afetados.

A especialista também afirma que o cenário pode influenciar o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), referência para a energia negociada no mercado de curto prazo, e o CVaR, componente ligado à aversão ao risco. “Estamos mais avessos ao risco de falta de energia nos nossos grandes reservatórios hidrelétricos”, disse Maura.

A matriz brasileira passou a contar com um volume maior de fontes intermitentes, como usinas fotovoltaicas e eólicas. As fotovoltaicas geram energia fora do horário de ponta, quando a demanda é menor, e ainda não entregam o volume produzido no período de maior consumo. Por isso, segundo Maura, as termelétricas podem ser necessárias para complementar a geração.

Avaliação divergente

Walter Fróes, diretor da CMU Comercializadora de Energia, não espera um impacto forte do Super El Niño no setor elétrico ou no mercado livre. Ele prevê chuvas maiores no Sul do País, com abastecimento de vários reservatórios, e avalia que eventuais efeitos serão pequenos. A preocupação, na visão dele, é maior para o agronegócio.

Maura ainda relaciona o cenário à privatização da Eletrobras, que, segundo ela, exercia um papel de regulação e prevenção de apagões, racionamentos e prejuízos financeiros. Ela também afirma que comercializadoras mais conservadoras usam operações back-to-back, com compra e venda casadas para evitar exposição e problemas de liquidez na conclusão de contratos na CCEE.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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