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Economia

Livro resgata papel do terceiro setor na história de Santa Rita do Sapucaí

Obra apresentada no HackTown defende que a cidade já formava um polo de ações sociais antes de se tornar referência em tecnologia.

Um grupo de pesquisadores defende que Santa Rita do Sapucaí já era um polo de articulação do terceiro setor antes de se tornar conhecida pela eletrônica e pela tecnologia. A tese está no livro “Third Sector Valley”, apresentado em uma conversa durante o HackTown 2026, realizado de 3 a 7 de setembro no município.

O trabalho é desenvolvido há dois anos pelo grupo Egrégora, formado por profissionais de filosofia, ciência política, comunicação, administração e direito. O cientista político e filósofo Rodrigo Starling explicou que o nome da obra foi escolhido em inglês como uma provocação ao chamado Vale da Eletrônica. “Nós também vamos exportar tecnologia social”, afirmou.

Uma história anterior à tecnologia

A pesquisa parte da hipótese de que a cidade já tinha um “vale” organizado em torno do terceiro setor antes da expansão da eletrônica. O grupo relaciona essa trajetória a 1955, quando uma das fundadoras de Santa Rita do Sapucaí já projetava um legado ligado à área.

A Egrégora sustenta que essa força social deve ser reconhecida com importância semelhante à atividade tecnológica local. Para Rodrigo Starling, o conceito de egrégora representa um pensamento coletivo convergente, sem que uma pessoa ou instituição assuma o protagonismo isolado.

“Saímos da era do ego e das personalidades, entramos na era da colaboração e das pautas coletivas”, disse Starling. A proposta reúne organizações de assessoria ao terceiro setor e pretende organizar uma atuação conjunta entre diferentes áreas.

Para escrever o livro, o grupo entrevistou 17 lideranças do terceiro setor de Santa Rita do Sapucaí. Na avaliação apresentada por Starling, os entrevistados fizeram críticas ao desempenho de todos os setores: empresas, prefeitura e organizações sociais poderiam ampliar e melhorar sua atuação.

Ele também questionou a postura de entidades que aceitam qualquer apoio mínimo do poder público como uma conquista. Na visão defendida pelo pesquisador, as organizações deveriam cobrar atendimento completo e atuar de forma mais articulada na defesa de suas pautas.

Terceiro setor como parte da mudança

Uma frase incluída no livro define o terceiro setor como “o hack do capitalismo”. Starling afirmou que a área pode interferir no futuro do sistema econômico, em vez de concentrar o debate apenas na discussão sobre qual sistema seria ideal.

Na entrevista, ele mencionou o economista americano Michael Green, que acompanha os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU desde o lançamento da Agenda 2030, em 2015. Segundo Starling, mantido o ritmo atual, as metas só seriam alcançadas em 2082, o que representaria um atraso de 52 anos entre o discurso e a entrega.

O lançamento de “Third Sector Valley” foi marcado para 6 de setembro, das 10h às 12h, no Cine Teatro Municipal de Santa Rita do Sapucaí, com entrada gratuita. A organização do HackTown também preparou um telão do lado de fora para acompanhar o evento caso o público superasse a capacidade da sala.

Os participantes foram convidados a assinar, por meio de um QR code no livro, um protocolo de intenções. O documento propõe que eles se tornem corealizadores das transformações defendidas na obra, e não apenas leitores.

A Egrégora pretende aplicar o mesmo modelo de mapeamento e articulação em outros municípios, incluindo Belo Horizonte. O grupo também informou que não quer limitar a iniciativa a Santa Rita do Sapucaí.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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