Curitiba, Sábado, 3 de outubro de 2026
Curitiba 11°C 11° / 21° Mega-Sena 3065: 8 · 10 · 30 · 38 · 50 · 53
O que acontece aqui, primeiro
Economia

Manoel Soares defende inclusão real e questiona salários pagos por empresas

No HackTown 2026, o comunicador relacionou neurodivergência, diversidade e bem-estar social aos critérios de sucesso das empresas.

O comunicador e escritor Manoel Soares defendeu, durante o HackTown 2026, que a inclusão precisa ir além de campanhas e símbolos usados por empresas. Em conversa com Sílvia Castro, ele relacionou o tema à aceitação de diferentes padrões neurológicos, à remuneração dos trabalhadores e ao bem-estar social.

Soares participou do evento, realizado de 3 a 7 de setembro, a convite da Blacktown, uma vertical liderada por pessoas negras de Santa Rita do Sapucaí. Apesar de ter sido chamado por uma iniciativa ligada à população negra, ele afirmou que não foi ao festival para tratar de questões raciais. Para o comunicador, essa mudança de abordagem tornou o convite mais próximo de seu propósito.

Diversidade e inclusão

Pai de duas crianças autistas, Soares também se identifica como autista, com superdotação e TDAH severo. Na avaliação dele, reconhecer diferentes formas de funcionamento neurológico é um passo inicial para lidar com outras diferenças humanas. A rejeição a padrões mentais e comportamentais fora do esperado, disse, dificulta a aceitação de aspectos como cor da pele e orientação.

Ao distinguir diversidade de inclusão, Soares afirmou: “diversidade é ser convidado para a festa; inclusão é poder escolher a música e dançar nela”. Ele criticou iniciativas pontuais, como a adoção de cores associadas a campanhas ou a exibição de símbolos de apoio à comunidade LGBTQIA+, quando não vêm acompanhadas de mudanças efetivas.

Empresas e bem-estar

Ao falar sobre a economia de Santa Rita do Sapucaí, o comunicador questionou se os salários pagos pelas grandes empresas da cidade correspondem à receita dessas companhias. Também perguntou se ao menos 30% do faturamento é destinado à remuneração dos trabalhadores.

Para Soares, o bem-estar social deveria ser acompanhado junto com a saúde financeira na avaliação do desempenho empresarial. Ele criticou a ideia de que famílias de crianças com deficiência dependam somente de serviços públicos por receberem salários baixos.

A conversa também abordou a diferença entre discurso e prática. Ao citar Khalil Gibran, Soares disse: “A sabedoria das palavras é a sombra da sabedoria das ações”. Para ele, boas ações não precisam ser anunciadas repetidamente, porque podem ser percebidas nos resultados.

O comunicador ainda refletiu sobre o sentido da vida diante da dimensão do universo e do tempo limitado de cada pessoa. Ele mencionou que a vida dura, em média, cerca de 4 mil semanas, e questionou se curtidas, audiência e dinheiro acumulado são suficientes para dar significado à existência.

Soares afirmou que pensamentos e corpo são formados pelo que cada pessoa absorve e consome ao longo da vida. A partir disso, propôs uma reflexão sobre o que permanece quando esses elementos são retirados. Ele disse que esse resíduo deve ser cuidado e que a atenção também pode estar em cenas simples, como alguém regando flores ou uma criança experimentando banana pela primeira vez.

A palestra anunciada por Soares no festival trataria de neurodivergência e buscaria ajudar famílias a compreender diferentes padrões neurológicos. Ao final da conversa, ele recomendou, com humor, que as pessoas malhem as pernas, associando a prática à saúde e à circulação sanguínea no longo prazo.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.