SÃO PAULO — A Usiminas iniciou um projeto de R$ 1,7 bilhão para reconstruir parcialmente a bateria 4 da Coqueria 2, na usina de Ipatinga, no Vale do Aço, em Minas Gerais. O anúncio foi feito nesta terça-feira (29) pelo CEO da companhia, Marcelo Chara, durante o Congresso Aço Brasil 2026, promovido pelo Instituto Aço Brasil.
A obra tem previsão de conclusão em 2029. Com a reconstrução, a empresa espera aumentar a capacidade de produção de coque e gás de coqueria e reduzir a necessidade de comprar coque de terceiros.
Marcelo Chara afirmou que a iniciativa deve melhorar o balanço energético, os custos e a competitividade da Usiminas. A produção do coque ao lado do alto-forno 3 da usina de Ipatinga também deve reduzir o desgaste do material durante o transporte e melhorar o fuel-rate, indicador relacionado à carga de combustível usada no equipamento.
“Isso vai permitir melhorar nosso balanço energético, nossos custos e nossa competitividade, criando valor agregado no Brasil”, disse o executivo.
Mineração em Itatiaiuçu
A companhia não planeja adotar, por enquanto, novas medidas além da paralisação das atividades da planta de Samambaia, em Itatiaiuçu, na região Central de Minas Gerais. A unidade representa aproximadamente 35% da produção de minério de ferro da Usiminas e teve as operações suspensas após o aumento dos custos causado pela alta do frete marítimo.
Segundo Chara, o frete marítimo subiu mais de 50% em razão da situação geopolítica internacional e dos conflitos no Oriente Médio. A empresa iniciou as medidas pela desativação de Samambaia, considerada uma operação menos competitiva e de custo maior.
“Mas isto é dinâmico. Estamos muito atentos a esta situação e conforme for evoluindo iremos fazendo os ajustes que forem necessários”, afirmou.
O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Extrativas de Itaúna e Itatiaiuçu (Sindextra) informou que a paralisação resultou em 280 demissões diretas. Questionado, Chara não confirmou o número de trabalhadores desligados.



