A formação inicial dos professores aparece entre os principais desafios apontados pelo Anuário da Educação Básica 2026. Entre os concluintes de licenciaturas avaliados em 2025, 20,2% alcançaram o nível adequado no exame considerado pelo levantamento, enquanto 42,2% ficaram abaixo do nível básico. A parcela nessa última situação foi de 53,1% entre estudantes de cursos a distância e de 26,1% entre os que fizeram a formação presencial.
O anuário também mostra que a presença de docentes da Educação Básica sem curso superior caiu de 23,6%, em 2015, para 12,3%, em 2025. No Ensino Médio, um em cada três professores com diploma não leciona na área em que se formou.
Perfil dos ingressantes
Entre os estudantes que começaram licenciaturas em 2025, 14,7% estavam entre os 20% com melhor desempenho no Enem do ano anterior. O índice foi de 32,6% entre os ingressantes em Direito e de 81,2% entre os de Medicina. A análise considera apenas quem havia feito o exame no ano anterior à entrada no Ensino Superior.
A proporção de estudantes de alto desempenho nas licenciaturas era de 23,9% em 2018. O percentual caiu para 14% em 2023 e chegou a 14,7% em 2024. Para o levantamento, os dados indicam baixa atratividade desses cursos entre estudantes com melhores resultados no Enem.
Outros indicadores
Na Educação Infantil, 43,3% das crianças de 0 a 3 anos estavam matriculadas em 2025. O atendimento era de 34,7% entre os mais pobres e de 54,7% entre os mais ricos. Na faixa de 4 e 5 anos, o índice alcançou 96,1%, maior resultado da série histórica.
Em 2025, 92,1% dos jovens brancos e amarelos haviam concluído o Ensino Fundamental aos 16 anos, ante 86,3% dos pretos, pardos e indígenas. Aos 19 anos, a conclusão do Ensino Médio era de 81,7% e 69,5%, respectivamente.
Na rede pública, 18,8% dos estudantes do 9º ano tinham aprendizagem adequada em Matemática em 2025, contra 8,5% no Ensino Médio. Em Língua Portuguesa, os percentuais eram de 38,3% e 35,2%.
As matrículas na Educação Profissional e Tecnológica passaram de 764 mil em 2015 para 1,58 milhão em 2025. No último ano, foram 244 mil novas matrículas. O anuário é elaborado pelo Todos Pela Educação, Fundação Santillana e Editora Moderna e está em sua 13ª edição.



