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Brasil fica em 52º lugar em leitura no Pisa 2025 e amplia distância social

Estudantes de menor renda tiveram média de 375 pontos, contra 462 entre os de maior renda; diferença chegou a 93 pontos.

Brasil fica em 52º lugar em leitura no Pisa 2025 e amplia distância social
Foto: Arquivo AT

O Brasil ficou em 52º lugar entre 89 países avaliados em leitura pelo Pisa 2025, empatado com México e Albânia. A média nacional foi de 408 pontos, dois a menos que em 2022. A variação não foi considerada estatisticamente significativa.

A distância entre os grupos de maior e menor nível socioeconômico, porém, aumentou. Os estudantes de menor renda alcançaram média de 375 pontos, enquanto os de maior renda chegaram a 462. A diferença foi de 93 pontos, acima dos 88 registrados em 2022.

O levantamento, elaborado pelo Instituto de Evidência Educativa com dados do Programa de Avaliação Internacional de Estudantes, comparou os 25% menos favorecidos economicamente com os 25% mais favorecidos. Entre os alunos do primeiro grupo, 67% não atingiram o nível mínimo de leitura. No segundo, essa parcela foi de 26%.

O relatório afirma que a proporção de estudantes abaixo desse patamar é 2,5 vezes maior entre os alunos de menor nível socioeconômico. O Pisa considera o nível 2 como o mínimo de competência leitora. Nessa faixa, o estudante deve conseguir identificar a ideia principal de um texto de extensão moderada, localizar informações indicadas de forma explícita e comparar ou refletir sobre o propósito e a forma dos textos.

Desafio regional

Romina Durán, chefe de pesquisa do Instituto de Evidência Educativa, disse que a leitura continua sendo um desafio na América Latina e no Caribe. “Em 10 dos 13 países participantes, pelo menos metade dos estudantes de 15 anos está abaixo do nível 2”, afirmou.

Entre os países e territórios com maior pontuação, Singapura liderou, com 535 pontos. Na sequência vieram Pequim, Xangai, Jiangsu e Zhejiang, com 527; Taiwan, com 508; Japão, com 503; e Macau e Coreia do Sul, com 501 cada.

A leitura foi a área em que o Brasil mais se aproximou da média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), embora ainda tenha ficado distante desse parâmetro. Para Fiorella Santini, analista de dados do instituto, a manutenção da média brasileira não mostra como os resultados se distribuíram entre os estudantes.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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